MPGO apoia operação contra golpe do IPVA que usava sites falsos
Esquema usava sites idênticos ao portal oficial de Minas Gerais para desviar pagamentos via Pix e já soma 2.435 vítimas e prejuízo de R$ 1,7 milhão
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou nesta quinta-feira (3), com apoio do Ministério Público de Goiás (MPGO), a Operação Contramão, que investiga um esquema de fraude no pagamento do IPVA. Segundo a investigação, o golpe já fez 2.435 vítimas e provocou um prejuízo de R$ 1.746.312,44.
De acordo com as investigações, o grupo criava sites falsos semelhantes ao portal oficial do Governo de Minas Gerais. As páginas utilizavam domínios que misturavam termos como “gov”, “detran” e “minasgerais” para tentar convencer os contribuintes de que estavam acessando um endereço oficial.
Ao gerar o QR Code para realizar o pagamento, o contribuinte transferia o valor por meio do Pix para empresas de fachada. Segundo a investigação, essas empresas eram abertas pouco antes do vencimento das parcelas e encerradas em menos de cinco meses.
Dinheiro era transferido para outros estados
Após os pagamentos, o dinheiro era fracionado e enviado para contas pessoais em Goiás, Maranhão, São Paulo e no Entorno do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público, o esquema está em funcionamento desde 2024.
Mandados são cumpridos em Goiás
Em Goiás, equipes do Gaeco Entorno do DF e do CyberGaeco do MPGO, com apoio da Polícia Militar, cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram cumpridas em Aparecida de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia.
Ao todo, a Operação Contramão cumpriu 14 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais, Maranhão e São Paulo.
A operação resultou em 10 prisões.
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