Nova CNH já gera economia de R$ 9,6 bilhões para brasileiros
Nova CNH reduz custos e já movimenta economia de R$ 9,6 bilhões
A nova modalidade de habilitação-CNH adotada pelo governo federal já representa uma economia estimada em R$ 9,6 bilhões para os brasileiros. O cálculo considera os primeiros nove meses da iniciativa, entre o lançamento e agosto de 2026.
Nesse período, mais de 2 milhões de documentos foram emitidos. O número representa crescimento de 17% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Além disso, a mudança incorporou 292 mil novos condutores ao trânsito brasileiro.
Segundo os dados apresentados pelo governo, a redução dos custos ocorreu a partir de alterações em diferentes etapas do processo. Entre elas estão a gratuidade do curso teórico, a diminuição das despesas com formação prática e mudanças nos exames e na renovação do documento.
Onde está a maior parte da economia
A estimativa de R$ 9,6 bilhões considera diferentes despesas que deixaram de ser cobradas ou tiveram redução. A maior parcela está relacionada à formação prática.
Desse total, R$ 4,57 bilhões correspondem à redução dos custos dessa etapa. Já a gratuidade do curso teórico representa uma economia estimada em R$ 2,94 bilhões.
Os exames médico e psicológico respondem por outros R$ 414,6 milhões. Além disso, a renovação automática para bons condutores representa R$ 1,44 bilhão em economia estimada.

Por fim, o levantamento inclui R$ 278,7 milhões relacionados aos deslocamentos que deixaram de ser necessários durante o processo.
Com as mudanças, o custo para obter a habilitação pode cair em até 80%. Em alguns locais, o processo chegava a custar mais de R$ 3 mil. Agora, a estimativa apresentada pelo governo aponta valores próximos de R$ 600.
Milhões de pedidos foram registrados
A digitalização também alterou a forma como os interessados iniciam o processo. Até agosto, a plataforma registrou mais de 7,3 milhões de novos requerimentos de primeira habilitação.
Os pedidos não se distribuíram de maneira uniforme entre os estados. O Amapá apresentou a maior concentração de solicitações, enquanto Santa Catarina registrou a menor variação entre as unidades da Federação.

A plataforma reúne diferentes etapas do processo de primeira habilitação em um único ambiente. Dessa forma, o candidato consegue acessar os serviços de maneira digital e acompanhar procedimentos que antes exigiam diferentes canais.
Mudança reduz peso do processo para candidatos
As novas regras abrangem as categorias A e B. A primeira permite a condução de motocicletas. Já a segunda corresponde aos veículos de passeio.
O governo aponta o custo do processo como uma das principais barreiras enfrentadas por quem busca a carteira de motorista. Antes das mudanças, a formação completa poderia superar R$ 3 mil em determinadas localidades.
Com a redução das despesas, o novo modelo altera principalmente os custos relacionados à formação e ao acesso aos serviços. Além disso, a digitalização concentra etapas do processo e reduz a necessidade de deslocamentos.
A iniciativa também prevê a renovação automática para bons condutores, medida incluída no cálculo da economia estimada para os brasileiros.
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