“Nossa estratégia não é elevar impostos”, diz Celina ao defender manutenção do ITBI e investimentos no DF
Governadora e candidata à reeleição apresentou propostas para o setor imobiliário, combate à grilagem, expansão do metrô e implantação do VLT
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), defendeu nesta terça-feira (15) a manutenção das atuais alíquotas do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e afirmou que sua estratégia para ampliar a arrecadação não passa pelo aumento da carga tributária. As declarações foram dadas durante sabatina promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) e pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF).
Segundo Celina, o aumento do imposto poderia prejudicar a compra de imóveis e comprometer a recuperação do setor. Ela lembrou que, durante sua gestão, a redução do ITBI contribuiu para movimentar o mercado imobiliário.
“O ITBI, por ser um tributo pago à vista, impacta diretamente o fluxo de caixa do comprador. Durante nossa gestão, a redução desse imposto foi essencial para estabilizar o mercado, beneficiando tanto o consumidor final quanto o setor produtivo”, afirmou.
A candidata disse que pretende ampliar a base de contribuintes por meio do combate à sonegação e do aperfeiçoamento da gestão fiscal. Celina também citou uma operação realizada nesta terça-feira pela Polícia Civil como exemplo de ações de enfrentamento a irregularidades.
“Nossa estratégia não é elevar impostos, mas sim ampliar a base contributiva por meio do combate à sonegação e da melhoria da eficiência da gestão fiscal”, declarou.
Habitação e combate à grilagem
Sobre o combate à grilagem de terras, Celina afirmou que o governo tem priorizado a regularização fundiária e a doação de lotes unifamiliares para famílias de baixa renda cadastradas na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab).
A governadora classificou a grilagem como uma prática criminosa que prejudica compradores e gera custos elevados ao poder público, especialmente pela necessidade de levar infraestrutura a áreas ocupadas sem planejamento.
De acordo com Celina, quatro novos projetos habitacionais estão em andamento em Planaltina, Samambaia, Recanto das Emas e Ceilândia, com previsão de mais de 23 mil unidades habitacionais.
“Reiteramos à população que não adquira terrenos de origem irregular, pois o Estado está empenhado em atender essa demanda de forma legal e organizada”, disse.
Linha 2 do metrô
Na área de mobilidade, Celina informou que o estudo de viabilidade técnica da Linha 2 do Metrô-DF foi concluído. O projeto prevê uma extensão superior a 120 quilômetros, mas, segundo ela, cerca de 40 quilômetros poderiam ser entregues durante uma única gestão.
O traçado deverá contemplar Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas, Santa Maria e Gama. A governadora afirmou ainda que o Executivo trabalha em uma modelagem econômica para financiar parte da infraestrutura com a valorização imobiliária no entorno das futuras estações.
“Estamos trabalhando em uma modelagem econômica, similar à aplicada em outras metrópoles, que utiliza a valorização imobiliária do entorno para financiar parte da infraestrutura”, explicou.
Os detalhes do projeto, segundo Celina, serão apresentados em uma coletiva de imprensa.
VLT e concurso do Metrô
A candidata também afirmou que os estudos para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos eixos W3 Norte-Sul e Sol Nascente-Taguatinga estão concluídos. Atualmente, o governo negocia com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a possibilidade de adoção de uma solução de superfície, com rede aérea.
Segundo Celina, o modelo subterrâneo elevaria o custo da obra em aproximadamente R$ 800 milhões. Caso o Iphan mantenha a exigência de soterramento da estrutura, ela afirmou que o governo assumirá o custo adicional.
A previsão apresentada é de que os dois projetos sejam entregues dentro de um único mandato.
Celina também defendeu a realização de concurso público para o Metrô-DF. Para ela, o certame é necessário para recompor a mão de obra da empresa e preparar a estrutura administrativa para a expansão da rede.
“O concurso público para o Metrô é um passo essencial para fortalecer a instituição e garantir a mão de obra necessária para a expansão da Linha 2”, afirmou.
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