Rio Verde ganha destaque nacional e se torna 2º maior produtor de milho do país
Município goiano alcançou 2,67 milhões de toneladas em 2025 e ampliou participação na produção estadual do cereal
Rio Verde, no sudoeste de Goiás, alcançou uma nova marca na produção agrícola e passou a ocupar a segunda posição entre os municípios brasileiros produtores de milho. Em 2025, a cidade produziu 2,67 milhões de toneladas, alta de 18,7% em relação às 2,25 milhões de toneladas registradas em 2024.
Os dados apresentados na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025 mostram a dimensão que a cultura alcançou no município. O resultado também representa uma transformação que vem sendo construída ao longo de décadas.
Em 1974, Rio Verde produzia 113,4 mil toneladas de milho. O volume chegou a 501,6 mil toneladas em 2010, ultrapassou 1 milhão de toneladas em 2012 e atingiu 2,31 milhões em 2019.
Considerando a série histórica apresentada, a produção de milho no município aumentou cerca de 23,5 vezes entre 1974 e 2025. Em comparação com 2010, o volume mais que quintuplicou.
Produção ganhou força com a segunda safra
O crescimento da produção não ocorreu de forma contínua. Entre 2000 e 2005, por exemplo, o volume caiu de 237,5 mil para 132,2 mil toneladas.
A mudança de cenário veio posteriormente, com a consolidação da segunda safra, o avanço tecnológico e a integração entre as culturas de soja e milho, além do crescimento da estrutura de armazenagem, processamento e comercialização.
Em 1974, a produção de milho era muito superior à de soja em Rio Verde: eram 113,4 mil toneladas de milho contra 3,9 mil toneladas de soja.
Na série histórica referente a 2023/24, o município registrou 2,53 milhões de toneladas de milho e 1,77 milhão de toneladas de soja.
O milho passou a ter papel importante principalmente na segunda safra, aproveitando áreas utilizadas anteriormente pela soja e aumentando a utilização anual das terras agrícolas.
Rio Verde responde por parte importante da produção de Goiás
A dimensão da produção de Rio Verde também aparece na comparação com os números estaduais.
Goiás produziu 15,95 milhões de toneladas de milho em 2025, crescimento de 24,6% em relação ao ano anterior. Rio Verde, sozinho, respondeu por aproximadamente 16,7% da produção estadual, considerando as 2,67 milhões de toneladas registradas no município.
Jataí, também no sudoeste goiano, produziu 2,02 milhões de toneladas. Somados, os dois municípios chegaram a aproximadamente 4,69 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 29,4% da produção estadual.
A concentração da produção evidencia a importância do sudoeste goiano para o cultivo do milho de segunda safra.
Área plantada também aumentou
Em 2025, Rio Verde cultivou 352 mil hectares de milho, aumento de 5,3% em relação aos 334,3 mil hectares registrados em 2024.
A produção, entretanto, cresceu em ritmo superior ao avanço da área plantada, com alta de 18,7%.
Em Goiás, a produtividade média do milho passou de 6.027 quilos por hectare em 2024 para 6.727 quilos por hectare em 2025, crescimento de 11,6%.
Os números indicam que o aumento da produção está relacionado não apenas à expansão das áreas cultivadas, mas também ao ganho de produtividade.
Produção ultrapassou 2 milhões de toneladas
A série histórica evidencia a evolução da cultura em Rio Verde:
- 1974: 113,4 mil toneladas;
- 1990: 250,2 mil toneladas;
- 2000: 237,5 mil toneladas;
- 2010: 501,6 mil toneladas;
- 2012: 1,07 milhão de toneladas;
- 2015: 1,50 milhão de toneladas;
- 2020: 2,19 milhões de toneladas;
- 2023/24: 2,53 milhões de toneladas;
- 2025: 2,67 milhões de toneladas.
Entre 2010 e 2015, a produção praticamente triplicou. Em 2019, o município ultrapassou pela primeira vez a marca de 2 milhões de toneladas.
Milho também ganhou espaço nas exportações
A produção de Rio Verde também está ligada ao mercado externo.
Em 2025, o município exportou 2,3 milhões de toneladas de milho, movimentando US$ 489,1 milhões. Os embarques tiveram como destino 22 países, com Vietnã e Irã entre os principais compradores.
Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Rio Verde foi o quarto maior exportador brasileiro de milho em volume naquele ano.
Além da exportação, a produção abastece uma cadeia que envolve armazenagem, transporte, comercialização, processamento e produção de proteína animal.
Agroindústria amplia utilização do cereal
O crescimento da produção ocorre também em um cenário de diversificação do uso do milho em Goiás.
Além da alimentação animal, o cereal passou a ter participação em segmentos como a produção de etanol e outros derivados.
Para Rio Verde, a ampliação dessas atividades representa uma conexão maior entre a produção agrícola e a agroindústria, especialmente em uma região que também possui forte produção de soja e estrutura de armazenagem e logística.
Sudoeste concentra grandes produtores
Rio Verde não está isolada entre os grandes produtores de milho do sudoeste goiano.
Jataí produziu 2,02 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,7% em relação ao ano anterior. Juntos, os dois municípios produziram quase 4,7 milhões de toneladas.
A região reúne estrutura voltada à produção de grãos, armazenagem, transporte e agroindústria, formando um dos principais polos de produção de milho do país.
De 113 mil para 2,67 milhões de toneladas
A trajetória do milho em Rio Verde mostra uma mudança significativa na agricultura do município.
Em pouco mais de cinco décadas, a produção passou de 113,4 mil toneladas para 2,67 milhões de toneladas. O crescimento ocorreu junto à expansão da soja, da cana-de-açúcar, da infraestrutura agrícola e da agroindústria.
Com a marca alcançada em 2025, Rio Verde passou a ocupar a segunda posição entre os municípios brasileiros produtores de milho, consolidando a importância do cereal para a economia agrícola local e para a produção de Goiás.
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