Candidatos em Goiás já movimentaram mais de R$ 51 milhões com campanhas
Marconi tem maior volume de despesas, próximo ao limite de R$ 11,5 milhões, enquanto Wilder lidera arrecadação, com R$ 11 milhões; Daniel declarou R$ 7,3 mi em receitas
As campanhas dos candidatos ao Governo de Goiás já movimentaram mais de R$ 51 milhões com receitas e despesas nas eleições deste ano, segundo as prestações de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior parte dos recursos declarados pelos postulantes ao Palácio das Esmeraldas foram destinados pelas direções nacionais dos partidos, enquanto o volume de despesas varia entre as candidaturas.
O governador Daniel Vilela (MDB) já recebeu pouco mais de R$ 7,34 milhões. A direção nacional do MDB é responsável por maior parte do financiamento da campanha do candidato à reeleição, com doação de R$ 7,06 milhões. Outros R$ 200 mil foram doados pelo empresário do Grupo Piracanjuba, Cesar Helou, e R$ 30 mil vieram da direção estadual do MDB.
Em despesas, Daniel declarou R$ 4,98 milhões, dos quais R$ 2,25 milhões foram pagos. O volume de despesas contratadas representa pouco mais de 43% do limite estabelecido para a disputa, que é de R$ 11,56 milhões. O maior gasto da campanha do governador é com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 2.750.000,00 gastos.
A arrecadação do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) está praticamente concentrada em uma única fonte. A direção nacional do PSDB repassou R$ 10 milhões à candidatura, dos R$ 10,01 milhões arrecadados pela campanha do tucano.
O candidato do PSDB já declarou despesas próximas do limite permitido. A campanha do tucano registrou R$ 10,2 milhões em despesas, sendo R$ 5,36 milhões já pagos. A cifra representa cerca de 88% do teto de gastos para o primeiro turno. O maior gasto da campanha do tucano é com serviços prestados por terceiros, com mais de R$ 3,4 milhões.
O maior valor arrecadado até o momento é do senador Wilder Morais (PL), com R$ 11,05 milhões. Apesar de ter arrecadado o maior volume, o candidato do PL declarou R$ 2,09 milhões em despesas contratadas, dos quais R$ 632,8 mil foram efetivamente pagos. O valor gasto corresponde a pouco menos de um quinto do limite estabelecido para cada candidato no primeiro turno. O maior gasto até o momento também é com serviços prestados por terceiros (R$ 757 mil).
Dos R$ 11,05 milhões arrecadados pelo candidato do PL, R$ 11 milhões vieram da direção nacional do partido. Os outros R$ 50 mil foram repassados pela direção estadual do PL. Até o momento, não há registro de doações de pessoas físicas entre os principais financiadores da candidatura.
Já o candidato do PT, Luis Cesar Bueno, declarou R$ 3,47 milhões em receitas e R$ 2,41 milhões em despesas. Do total arrecadado, R$ 3,46 milhões foram repassados pela direção nacional do PT, enquanto o próprio candidato declarou R$ 2 mil em recursos aportados na própria campanha.
As despesas de Cesar Bueno incluem ainda R$ 75 mil destinados como doações para outras candidaturas. Até o momento, R$ 1,11 milhão das despesas declaradas foram efetivamente pagos. A maior parte do montante foi utilizado para pagar a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 940 mil).
A candidata Luciana Amorim (UP) declarou ter recebido R$ 13,5 mil, integralmente provenientes da direção nacional da Unidade Popular. As despesas somam R$ 3,6 mil, valor que também já foi integralmente pago. Os recursos foram gastos com serviços advocatícios. O candidato Danilo Pinheiro (PCO) não apresentou prestação de contas ao TSE até o fechamento desta edição.
Em caso de segundo turno, os candidatos que avançarem para a disputa direta terão direito a gastar mais R$ 5.781.362,00.
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