Primavera em Goiás terá chuvas irregulares e risco de temporais
Nova estação começa nesta segunda-feira (22) e deve trazer mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas em Goiás
A primavera começa em Goiás nesta segunda-feira (21), às 21h05, e deve marcar uma mudança gradual no padrão do tempo no Estado. Conforme o informativo do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a estação terá chuvas mais frequentes, mas ainda com distribuição irregular, além de temperaturas com tendência de ficar ligeiramente acima da média climatológica.
A estação segue até 21 de dezembro, quando começa o verão no hemisfério Sul. Em Goiás e nas demais áreas do Centro-Oeste, o período representa a transição entre a estação seca e a chuvosa.
O Cimehgo aponta que a consolidação das chuvas pode ocorrer de forma irregular durante a primavera. A permanência do fenômeno El Niño neste trimestre é indicada como um dos fatores associados à distribuição desigual das precipitações no Estado.
Chuva deve ganhar força principalmente à tarde e à noite
Com o aumento das temperaturas e da umidade atmosférica, as precipitações tendem a ocorrer principalmente durante a tarde e a noite. As primeiras pancadas de chuva podem vir acompanhadas de ventos fortes e descargas elétricas.
O informativo também chama atenção para a possibilidade de tempestades severas, com ocorrência de raios, rajadas de vento e, eventualmente, queda de granizo. Por isso, o período exige atenção durante a formação de áreas de instabilidade.
Outro fenômeno previsto para a primavera é a formação das Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que podem favorecer períodos prolongados de chuva. O Cimehgo também aponta melhora significativa na umidade relativa do ar e na qualidade do ar com a chegada da nova estação.
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Temperaturas devem ficar acima da média
Para o trimestre formado por outubro, novembro e dezembro, a previsão indica temperaturas ligeiramente acima da média climatológica em Goiás. Ao mesmo tempo, a permanência do El Niño mantém a tendência de chuvas mal distribuídas, com variação no volume e na intensidade das precipitações entre as diferentes regiões do Estado.
O cenário também interfere no planejamento da agricultura. Segundo o Cimehgo, a irregularidade das chuvas pode aumentar o risco de estresse hídrico durante o estabelecimento das lavouras. O órgão recomenda que produtores considerem os limites do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), adequem a época de plantio e adotem técnicas de conservação de água no solo.
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