Dino manda PF investigar ataques a imagens católicas
Ministro do STF cita 11 casos registrados em diferentes estados e aponta possíveis crimes, como vilipêndio, preconceito religioso, ameaça, dano e incêndio
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) investigue uma aparente onda de ataques a imagens religiosas católicas em diferentes regiões do país. A decisão foi tomada após o ministro receber denúncias sobre casos ocorridos nos últimos meses, alguns deles dentro de igrejas.
No despacho, Dino citou 11 ocorrências registradas em cidades como Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA). Para o ministro, os relatos indicam um quadro que pode envolver diferentes crimes. “Temos um quadro bastante grave”, escreveu Dino, ao mencionar possíveis casos de vilipêndio religioso, preconceito, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.
Segundo Dino, a atuação da PF é necessária diante da possível repercussão dos casos em diferentes estados e da necessidade de uma investigação uniforme. O ministro também determinou a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso. “Chegaram ao Gabinete, por vários meios, notícias de várias partes do Brasil demonstrando uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas”, afirmou.
Polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida
A decisão ocorre em meio à polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida e publicações que associaram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta de retirada do título de padroeira do Brasil. Flávio nega a intenção e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada das postagens. O ministro André Mendonça concedeu liminar para derrubá-las, mas Dino posteriormente restabeleceu as publicações após um pedido do humorista Antonio Tabet. Flávio recorreu ao ministro Luiz Fux, que suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça.
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