Gustavo Gayer recebeu R$ 417 mil de empresário citado em investigação no Pará
Rodrigo Gonçalves dos Santos fez sete repasses ao candidato ao Senado por Goiás; defesa afirma que as acusações contra o empresário são improcedentes
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), candidato ao Senado, recebeu R$ 417.463,40 em sete doações feitas pelo empresário Rodrigo Gonçalves dos Santos durante a campanha de 2026, segundo o portal Intercept Brasil. Os repasses, realizados entre o fim de agosto e o início de setembro, fizeram de Santos o maior doador individual declarado pelo candidato. Dados da prestação de contas eleitoral mostram que o valor corresponde a cerca de 22% da receita registrada por Gayer.
Santos é sócio-administrador da Gonçalves & Dias Engenharia, empresa com sede em Canaã dos Carajás (PA) que mantém contratos com órgãos públicos. Dados do Portal da Transparência indicam que a companhia recebeu mais de R$ 71,8 milhões em recursos do governo federal e tem Santos registrado como sócio-administrador. Em março de 2025, documento do DNIT também identificava o empresário como representante legal da empresa em um consórcio contratado pelo órgão.
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Segundo a reportagem que embasa o caso, Santos foi denunciado pelo Ministério Público do Pará em 2025 sob acusação de participação em um esquema de direcionamento de licitações em Canaã dos Carajás. A defesa do empresário classifica as acusações como improcedentes e sustenta que uma decisão do Superior Tribunal de Justiça anulou o processo por questões relacionadas à investigação. De acordo com o texto, recursos do MPPA e do Ministério Público Federal ainda questionam a decisão, que não teria transitado em julgado.
Gayer também declarou não ver incompatibilidade entre o recebimento das doações e sua atuação parlamentar na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. A defesa do candidato afirmou que ele não mantém proximidade pessoal com Santos e que desconhecia o interesse da empresa em contratos em Goiás. O empresário, por sua vez, disse que os repasses ocorreram por alinhamento político-ideológico e negou vínculos comerciais com o candidato. A prestação de contas eleitoral permanece sujeita a atualizações pela Justiça Eleitoral.
Até o momento, Gustavo Gayer não se manifestou sobre o assunto.
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