INVESTIGAÇÃO

PF abre apuração sobre suspeita de interferência externa nas eleições

Procedimento foi aberto após representação da AGU para investigar suspeitas de interferência e financiamento externo no processo eleitoral

Micael Mourapor em
interferência
Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) abriu um procedimento prévio para analisar suspeitas de interferência e financiamento externo no país. A apuração começou a partir de uma representação encaminhada pela Advocacia-Geral da União (AGU) e está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da corporação.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o procedimento ainda não resultou formalmente na abertura de um inquérito policial. Nesta etapa, a corporação analisa as informações recebidas para avaliar quais serão os próximos passos.

“Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos”, afirmou Andrei neste domingo (4), durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN).

No sábado (3), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições não estão “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”.

Investigação sobre instalações dos EUA

Andrei Rodrigues afirmou que a apuração sobre possível interferência e financiamento externo é independente de outro inquérito instaurado pela PF após o recebimento de informações dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas norte-americanas no Brasil.

Segundo o diretor-geral, as duas investigações poderão ser relacionadas caso sejam encontrados elementos que tenham conexão entre os casos.

Na investigação envolvendo as representações diplomáticas dos Estados Unidos, a PF já instaurou um inquérito. Na sexta-feira (2), os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, sendo um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal.

A operação investiga um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos.

Andrei afirmou, no entanto, que até o momento não há confirmação de elementos concretos que indiquem risco efetivo contra alguma embaixada. A PF continuará analisando os materiais apreendidos.

“Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados”, disse.

Segundo o diretor-geral, as medidas judiciais foram cumpridas, mas os materiais recolhidos até agora não apontaram um plano concreto.

“Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado”, afirmou.

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