“Vamos formar uma frente ampla”, diz Grass ao iniciar busca por apoios no 2º turno no DF
Petista afirma que já conversou com adversários do primeiro turno e pretende reunir lideranças políticas em torno de uma candidatura de oposição
O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) iniciou uma rodada de conversas com adversários que participaram do primeiro turno para ampliar sua base de apoio na disputa pelo Palácio do Buriti. Após o resultado das urnas, o petista afirmou que pretende construir uma “frente ampla, democrática, em defesa de Brasília” e buscar o apoio de lideranças políticas, parlamentares e eleitores de diferentes grupos.
Grass afirmou que já entrou em contato por telefone com Paula Belmonte, Kiko Caputo e Ricardo Cappelli, além de outros candidatos que participaram da primeira etapa da eleição. Segundo ele, Cappelli já declarou apoio à candidatura petista para o segundo turno.
“Hoje é um dia de agradecer a todos que nos apoiaram, que votaram em mim e que desejaram a mudança de Brasília, mas também de iniciar os diálogos para formar uma frente ampla, democrática, em defesa de Brasília”, afirmou.
O candidato disse que pretende ampliar as conversas com deputados eleitos, dirigentes partidários e lideranças que estiveram em outras candidaturas no primeiro turno. A estratégia, segundo Grass, é dialogar especialmente com eleitores que votaram em nomes de oposição à atual gestão.
“O eleitor da Paula votou na Paula porque não queria a Celina. Da mesma maneira, o eleitor do Kiko, do Cappelli e dos demais. A gente vai mostrar, com muito diálogo, respeito e acolhimento, que pode ter todo mundo junto neste momento”, disse.
“Nova campanha”
Grass avaliou que o segundo turno representa uma nova etapa da disputa e afirmou que o eleitor terá mais condições de comparar as propostas e os históricos dos dois candidatos.
“É uma nova campanha. É um momento agora em que há mais igualdade de condições, mais equilíbrio, e a população tem mais chances de entender quem é quem”, afirmou.
O petista também indicou que pretende levar para o debate eleitoral temas relacionados à gestão pública, ética e capacidade administrativa. Para ele, a segunda etapa deverá ser marcada pela comparação entre propostas e resultados.
“A eleição agora é sobre isso: quem tem projeto, quem tem solução, quem teve a chance de fazer e não fez e quem pode agora fazer”, declarou.
Saúde como principal prioridade
Entre as propostas apresentadas para o segundo turno, Grass apontou a saúde pública como uma das principais prioridades de um eventual governo. O candidato afirmou que pretende ampliar as equipes, acelerar contratações e aumentar a capacidade de atendimento da rede.
Entre as medidas citadas estão a nomeação de enfermeiros aprovados em concurso e a contratação de agentes comunitários de saúde, médicos, técnicos, auxiliares e psicólogos. O candidato também defendeu o reforço da estrutura de atendimento em saúde mental.
Grass afirmou ainda que pretende decretar situação de emergência na saúde para acelerar processos de contratação, reformas e aquisição de equipamentos.
“Não dá para uma pessoa esperar três anos para fazer uma cirurgia. É errado. Nós vamos contratar rápido, decretar emergência na saúde e equipar rapidamente os hospitais”, afirmou.
O candidato também defendeu a conclusão de unidades hospitalares e obras que estão em andamento. Para reduzir a demanda reprimida por consultas, exames e cirurgias, disse que pretende utilizar a rede privada de forma complementar à estrutura pública.
Segurança e educação
Na segurança pública, Grass afirmou que pretende reforçar o policiamento e ampliar a integração entre as forças de segurança. O candidato também citou investimentos em sistemas de monitoramento como parte da estratégia para a área.
Na educação, o petista afirmou que pretende melhorar o desempenho do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), além de valorizar professores e servidores da carreira de Políticas Públicas e Gestão Educacional (PPGE).
O candidato também defendeu investimentos na infraestrutura das escolas.
“Dar para Brasília aquilo que ela merece, que são as melhores políticas públicas do Brasil. Tem que ser aqui”, afirmou.
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