segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Parlamento goiano

Deputados tentam unificar candidatura à presidência da Alego; Talles quer apoio de Daniel e Caiado

Virmondes Cruvinel relata articulação entre seis parlamentares para chegar a um nome comum, enquanto o líder do governo confirma interesse em comandar a Assembleia no biênio 2027-2028

Bruno Goulartpor em
Alego
Próximo presidente conduzirá Alego por dois anos. Foto: Denise Xavier/Alego

Bruno Goulart

A escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) já começou a provocar conversas entre os deputados estaduais. De um lado, um grupo de seis parlamentares tenta construir uma candidatura conjunta. De outro, o líder do governo na Casa, Talles Barreto (União Brasil), admite que quer assumir o comando do Legislativo nos dois primeiros anos do biênio 2027-2028. Para levar o projeto adiante, porém, ele afirma que precisa do aval do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

Conforme apurado por O HOJE, um grupo de seis deputados iniciou conversas para tentar chegar a um nome em comum. A articulação reúne Charles Bento (MDB), Wilde Cambão (União Brasil), Cairo Salim (PSD), Jamil Calife (PP), Wagner Neto (Solidariedade) e Virmondes Cruvinel (União Brasil). A ideia, neste primeiro momento, é aproximar os parlamentares e abrir espaço para uma negociação conjunta, sem que haja uma definição sobre quem receberá o apoio dos demais.

Virmondes Cruvinel afirmou que a iniciativa busca fortalecer o diálogo entre os deputados e construir uma alternativa que tenha respaldo dentro da Assembleia. “Todos competitivos, todos muito respeitados”, disse o parlamentar ao comentar os colegas que se apresentaram para a disputa. Segundo o deputado, a formação do grupo representa um primeiro passo para tentar reduzir a divisão entre os interessados na presidência.

“Estamos construindo mais um grupo que tem uma linha de diálogo, de fortalecimento da Casa, de representatividade perante a sociedade”, afirmou Cruvinel à reportagem. A articulação, no entanto, ainda está no começo. Os integrantes devem conversar com outros deputados e avaliar as possibilidades de construir uma candidatura capaz de reunir apoio suficiente para a eleição. Por enquanto, não há um nome escolhido pelo grupo.

Talles depende de aval político

Talles Barreto também colocou sua intenção na mesa. O deputado afirmou que deseja presidir a Alego no próximo biênio, mas ressaltou que não pretende avançar sem conversar com as principais lideranças do grupo governista.

“Eu, como líder do governo, tenho a intenção de assumir os dois primeiros anos. É minha vontade, mas terá que passar por Daniel e doutor Ronaldo”, declarou. A fala mostra que a escolha do próximo presidente não será definida apenas pelas conversas entre os parlamentares. A posição de Daniel Vilela e de Ronaldo Caiado também entra nas negociações.

À frente da liderança do governo, Barreto participa das articulações em torno de projetos de interesse do Executivo. Ele citou a reforma administrativa e processos relacionados à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) entre as matérias que estão na pauta de negociações. Apesar de já demonstrar interesse no cargo, o deputado afirmou que pretende respeitar as decisões do grupo político.

Barreto também disse não perceber resistência ao seu nome e defendeu que os demais interessados tenham espaço na disputa. “Não tenho rejeição. Todo mundo tem legitimidade de concorrer”, afirmou. Ao mesmo tempo, mencionou uma condição discutida entre os deputados: a preferência por um parlamentar que já tenha mandato na Casa.

“A conversa que tivemos na casa do Jamil foi que deveria ser alguém que já tem mandato”, relatou. A declaração aponta para uma discussão sobre o perfil de quem deve assumir a presidência, embora ainda não exista uma decisão formal que estabeleça esse critério.

Além de Talles Barreto e Virmondes Cruvinel, outros parlamentares postulam o cargo de presidente da Alego como Issy Quinan, Cairo Salim, Paulo Cezar Martins e Charles Bento, do MDB; Delegado Eduardo Prado e Lissauer Vieira, do PL; Wilde Cambão, do União Brasil; e Paulo do Vale, do PSD.

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