“Comigo não vai funcionar”: Celina critica ataques em cartazes e cobra postura do PT no DF
Campanha da governadora acionou TRE-DF e Polícia Civil após material ofensivo ser encontrado em paradas de ônibus; autoria ainda é investigada
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), criticou a circulação de cartazes com conteúdo ofensivo contra ela em paradas de ônibus de Brasília e voltou a questionar a postura do Partido dos Trabalhadores (PT) durante a disputa pelo Palácio do Buriti. Para a candidata, o episódio representa uma tentativa de intimidá-la por meio de ataques pessoais.
“O PT, que fala tanto em defender as mulheres, quando encontra uma mulher que pensa diferente, que tem posição e que enfrenta, parece que vale tudo para tentar atacar e nos intimidar. Comigo não vai funcionar”, afirmou Celina.
A campanha da governadora levou o caso ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e registrou uma queixa-crime na Polícia Civil. A equipe jurídica sustenta que o conteúdo pode configurar ataques à honra e propaganda eleitoral irregular.
Celina também afirmou que pretende recorrer à Polícia Federal para tentar identificar os responsáveis pela produção, pelo financiamento e pela distribuição dos cartazes.
O PT-DF negou ter conhecimento ou participação na produção do material. A campanha de Leandro Grass (PT), adversário de Celina no segundo turno, também declarou que não teve envolvimento com a confecção ou a distribuição dos cartazes.
Durante a apuração, no entanto, uma testemunha afirmou ter visto dois homens usando adesivos do PT enquanto colavam o material em paradas de ônibus de Sobradinho. A ação teria sido registrada em vídeo, e a testemunha prestou depoimento à Polícia Civil.
As imagens foram entregues às autoridades e passaram a fazer parte da investigação. Até o momento, porém, não há comprovação de que os homens tenham vínculo com o PT ou com a campanha de Leandro Grass.
O episódio ocorre em meio à disputa do segundo turno pelo Governo do Distrito Federal, marcado para 25 de outubro. A autoria dos cartazes e eventual responsabilidade de pessoas ou grupos pelo material ainda são apuradas pelas autoridades.
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