Suplente de Sergio Moro se filia ao PL e defende impeachment de ministros do STF
Luis Felipe Cunha afirma ver “cenário favorável” ao impedimento de ministros da Corte; partido terá a maior bancada do Senado em 2027
O primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), Luis Felipe Cunha, filiou-se ao PL nesta quinta-feira (8), durante um evento do partido que reuniu o presidenciável Flávio Bolsonaro e governadores eleitos, entre eles o próprio Moro. Cunha, que coordenou a campanha do senador ao governo do Paraná, deixou o União Brasil e aceitou o convite para integrar a legenda. A mudança ocorre em meio à reorganização das forças políticas para a próxima legislatura.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Cunha afirmou que compartilha da posição da bancada do PL no Senado favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida é uma das bandeiras defendidas por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial. “Vejo abusos cometidos pelo STF, principalmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Há um cenário favorável ao impeachment”, afirmou o suplente.
Maior bancada no Senado
Com a filiação, o PL passa a somar 29 das 81 cadeiras previstas para a próxima legislatura e consolida a maior bancada do Senado a partir de 2027. Levantamento aponta que pelo menos 50 senadores deverão defender o impedimento de ministros do STF, ainda que com ressalvas. Para a aprovação de um processo de impeachment são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços dos integrantes da Casa.
Cunha também afirmou que pretende manter, caso assuma o mandato, as principais pautas estabelecidas por Moro durante a campanha, especialmente o combate à corrupção e a segurança pública. Ainda não está definido se ele ocupará a cadeira antes ou somente após Moro assumir o governo do Paraná, em 5 de janeiro. Eleito governador no primeiro turno em 4 de outubro, Moro deverá deixar o Senado para assumir o Executivo estadual.
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