Comurg vai pagar bônus de até R$ 1,7 mil a 652 empregados em Goiânia
Programa vale até abril de 2027, custa até R$ 359,97 mil por mês e prevê pagamento a partir de 85% da meta de roçagem de cada equipe
A Prefeitura de Goiânia anunciou no sábado, 10 de outubro, bônus mensal de produtividade de até R$1,7 mil a 652 empregados da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O programa vale até abril de 2027 e depende do cumprimento de metas de roçagem.
A Comurg informou em nota que a roçagem passou a ocorrer duas vezes por mês em cada área. O padrão anterior era de uma vez. O primeiro ciclo começou em outubro e será apurado até o fim do mês. A companhia avaliará o efeito do bônus sobre o ritmo das equipes com esses resultados.
O benefício alcança 610 operacionais, 28 fiscais e 14 supervisores. Os valores máximos mensais são de R$500 para operacionais do turno diurno, R$550 para os do turno noturno, R$800 para fiscais e R$1,7 mil para supervisores. O bônus não será incorporado ao salário.
Os operacionais podem receber até R$300 pelo resultado da equipe e até R$200 pelo desempenho geral da Comurg. Cada fiscal recebe R$120 por equipe que atinge a meta e acompanha de duas a cinco. Cada supervisor recebe R$150 por equipe nessa condição e responde por quatro a dez. Fiscais e supervisores podem receber ainda R$200 pelo resultado geral da companhia.
O pagamento começa quando a equipe atinge 85% da meta. O valor corresponde à metade do prêmio entre 85% e 89,9% e a três quartos entre 90% e 99,9%. O pagamento é integral a partir de 100%. A Comurg apura mensalmente a área roçada por cada equipe para calcular o prêmio.
A meta somada das equipes é de 551 mil metros quadrados por dia e equivale a 88% da capacidade operacional estimada pela Comurg, de 626 mil metros quadrados diários. Cada equipe tem meta por turno de 12 horas. As equipes de roçagem manual devem cobrir 5,4 mil metros quadrados no turno diurno e 5,5 mil no noturno. A companhia afirma que a diferença de 12% serve de margem para dias de chuva e imprevistos.
A Comurg estima custo máximo de R$359,97 mil por mês para o programa, o que soma R$2,52 milhões até abril de 2027. A Prefeitura de Goiânia afirma que a medida busca ampliar o trabalho das equipes próprias e reduzir a contratação de terceirizadas. O município gastou quase R$12 milhões com roçagem em 2025.
A Comurg já recorreu à terceirização neste ano. A companhia contratou a empresa Sistemma sem licitação e em caráter emergencial em janeiro para roçagem mecanizada e poda de gramados nas regiões Noroeste, Oeste e Sudoeste de Goiânia. O contrato teve prazo de 90 dias e custo de R$14,9 milhões. A Comurg atribuiu a medida ao acúmulo de mato alto no fim de 2025. O vereador Lucas Vergílio questionou a dispensa de licitação no Tribunal de Contas dos Municípios e no Ministério Público e pediu a suspensão imediata do contrato.
A Comurg publicou em setembro edital de pregão eletrônico para contratar empresa especializada em poda de gramados, com custo estimado de até R$58 milhões por ano. A companhia classifica a contratação como preventiva e afirma que a medida mantém as equipes próprias nas demais atividades de zeladoria. O contrato da Comurg com a Prefeitura prevê R$84,2 milhões por ano para a poda de gramados.
A Comurg assinou em 14 de abril contrato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana para executar a zeladoria urbana da capital por 60 meses. A Prefeitura estimou o valor em R$7,5 bilhões na assinatura. A secretaria e a Comurg informaram em 15 de abril que o teto é de R$7,2 bilhões se todos os serviços forem executados. O contrato pode ser prorrogado por mais cinco anos. O documento inclui a roçagem manual e mecanizada e prevê pagamento apenas pelos serviços medidos e executados. (Especial para O HOJE)
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.