Fundador do Novo anuncia apoio a Lula e diz temer governo Flávio Bolsonaro
João Amoêdo volta a apoiar Lula e aponta riscos em eventual governo Flávio
O empresário João Amoêdo, fundador do Partido Novo, declarou nesta sexta-feira (23) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição do próximo domingo. Apesar de criticar a gestão petista, ele afirmou que considera uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) um risco maior para o país.
Amoêdo publicou sua posição nas redes sociais. Segundo ele, a escolha não representa apoio integral ao governo Lula, mas uma decisão diante das duas candidaturas. O empresário também afirmou que pretende fazer oposição a qualquer um dos candidatos que vencer a disputa.
“Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, escreveu.
Por que Amoêdo escolheu Lula?
Ao explicar sua decisão, Amoêdo fez críticas à administração do presidente. Ele apontou problemas na condução política do governo, nas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e na gestão das contas públicas.
O empresário também acusou Lula de insistir na polarização política e de adotar medidas voltadas à ampliação dos gastos públicos. Na avaliação de Amoêdo, o presidente não promoveu diálogo suficiente com grupos que discordam de sua gestão.
Apesar dessas ressalvas, ele afirmou que prefere a continuidade do governo petista à possibilidade de uma administração de Flávio Bolsonaro.
Amoêdo, portanto, diferenciou sua escolha eleitoral de um eventual apoio às políticas de Lula. Ao declarar o voto, também ressaltou que continuará na oposição, independentemente do resultado da eleição.

O que ele disse sobre Flávio Bolsonaro?
Amoêdo também criticou a trajetória política do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o empresário, o candidato não apresentou iniciativas suficientes nas áreas econômica, de segurança pública e educação que, em sua avaliação, o credenciem a assumir a Presidência.
Além disso, o fundador do Novo mencionou suspeitas e controvérsias relacionadas ao senador, incluindo investigações sobre rachadinha, lavagem de dinheiro e possíveis vínculos com integrantes de milícias. Essas referências foram apresentadas por Amoêdo em sua manifestação nas redes sociais.
O empresário também criticou a relação de Flávio com grupos políticos e afirmou que o senador teria como um de seus principais objetivos conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe, segundo o texto de origem.
As declarações fazem parte da justificativa apresentada por Amoêdo para apoiar Lula. O empresário não deixou de criticar o presidente, mas afirmou que vê mais riscos em uma eventual gestão do candidato do PL.

Fundador do Novo rompeu com o partido em 2022
João Amoêdo foi candidato à Presidência da República pelo Partido Novo em 2018. Naquele ano, recebeu 2,5% dos votos válidos no primeiro turno. Ele também contribuiu financeiramente para a criação da legenda, com uma doação de R$ 4,5 milhões, e se tornou uma das principais figuras do partido.
Em 2022, Amoêdo declarou apoio à candidatura de Lula, decisão que provocou críticas dentro do Novo. No fim daquele ano, anunciou sua desfiliação da sigla que ajudou a fundar.
Na ocasião, afirmou que deixava o partido com pesar e relembrou sua participação na criação, no financiamento e no desenvolvimento da legenda desde 2010.
Agora, ao anunciar novamente o voto em Lula, Amoêdo retoma a posição adotada na eleição anterior. Ao mesmo tempo, mantém as críticas ao presidente e afirma que continuará fazendo oposição ao governo eleito.
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