Disputa pela presidência da Alego tem vários nomes e nenhuma definição
Issy Quinan, Talles Barreto e outros deputados são cotados para o comando da Casa; na oposição, partidos ainda discutem como vão participar das negociações
Bruno Goulart
A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o biênio 2027-2028 já entrou na agenda dos deputados estaduais. Com o resultado das urnas definido, as conversas começam a ganhar espaço nos bastidores, mas ainda não há candidatura consolidada nem acordo sobre quem deve comandar a Casa. A disputa deve passar, principalmente, pelo apoio dos deputados eleitos e pelo posicionamento do grupo político do governador Daniel Vilela (MDB), que foi reeleito para mais quatro anos no Palácio das Esmeraldas.
Entre os nomes citados estão Issy Quinan, Talles Barreto, Cairo Salim, Paulo Cezar Martins e Charles Bento, do MDB; Delegado Eduardo Prado e Lissauer Vieira, do PL; Wilde Cambão e Virmondes Cruvinel, do União Brasil; e Paulo do Vale, do PSD.
Um dos nomes que aparece com força é o de Issy Quinan (MDB). Terceiro deputado estadual mais votado em Goiás nas eleições deste ano, o emedebista tem proximidade política e pessoal com Daniel Vilela, seu colega de partido e futuro governador. A relação coloca Issy entre os cotados para a presidência, embora o próprio deputado diga que ainda é cedo para tratar o assunto como uma candidatura. “Meu nome tem surgido com muita naturalidade, mas o momento é de reflexão e análise. Sou mais cauteloso”, afirmou ao O HOJE. Segundo Issy, as conversas estão em uma fase inicial e ainda há espaço para discutir os nomes e buscar um entendimento entre os parlamentares.
O deputado também considera natural que Daniel Vilela tenha preferência por alguém de sua base política, mas ressaltou que a decisão cabe à Assembleia. “O governador vai respeitar a decisão da Assembleia e é natural que ele queira alguém da base”, disse.
Embora reconheça que outros possíveis candidatos estejam mais adiantados nas conversas, Issy defende que a escolha não seja apressada. Para o deputado do MDB, o caminho é ampliar o diálogo antes de fechar qualquer acordo. “Temos que ter a maturidade e a capacidade de diálogo para buscarmos um consenso”, afirmou.
Talles Barreto (União Brasil) também está entre os cotados. Questionado sobre a disputa, o parlamentar não apresentou uma candidatura, mas indicou que acompanhará a decisão construída pelo grupo político e pelos deputados da próxima legislatura. “A decisão que Deus, Daniel e os deputados da nova legislatura tomarem é a minha”, declarou ao O HOJE.
Oposição ainda avalia os caminhos
Do outro lado, os partidos de oposição também começam a discutir como vão se posicionar na eleição. PL e PT terão, respectivamente, cinco e quatro deputados estaduais na próxima legislatura. Com os três parlamentares da federação PSDB-Cidadania, o grupo reúne 12 integrantes contrários ao governo.
No PSDB-Cidadania, as conversas estão em andamento, mas ainda sem compromisso com qualquer candidato. O deputado Gustavo Sebba (PSDB) afirmou que, junto com José Machado (PSDB) e Romário Policarpo (Cidadania), tem ouvido os nomes colocados na disputa antes de tomar uma decisão. “Comigo ainda não tem nenhuma definição. Nós da federação PSDB e Cidadania, eu, o José Machado, Romário Policarpo, estamos conversando juntos e estamos escutando os possíveis nomes, mas não tem nada definido”, afirmou ao O HOJE.
A posição da federação mostra que as negociações não estão restritas aos partidos da base. Mesmo sem condições de definir sozinha o resultado, a oposição terá de decidir se participa de um acordo mais amplo ou se mantém uma posição independente.
A eleição também envolve a composição da Mesa Diretora, responsável pela condução administrativa e política da Assembleia. Por isso, a disputa não se resume à escolha de um presidente: os partidos também precisam negociar espaço e representação no comando da Casa. (Especial para O HOJE)
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