Goiânia completa 93 anos com a maior economia de Goiás
Capital completa 93 anos com Produto Interno Bruto de R$ 75,8 bilhões, 15ª posição entre os municípios do país e 1,4 milhão de habitantes
Goiânia completa neste sábado (24) 93 anos do lançamento da pedra fundamental e chega à data como a maior economia de Goiás. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou para o município um Produto Interno Bruto (PIB) de R$75,8 bilhões em 2023, valor que equivale a 22,5% da riqueza produzida no estado.
O resultado coloca a capital na 15ª posição entre os municípios brasileiros e na segunda posição do Centro-Oeste, atrás de Brasília. A economia goianiense somava R$66,3 bilhões em 2022 e cresceu 14,34% em um ano. O Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB) do Governo de Goiás calculou em R$336,7 bilhões o PIB de Goiás em 2023, último ano consolidado pelo IBGE. O valor corresponde a 3,1% da economia nacional.
O Censo Demográfico 2022 do IBGE contabilizou 1.437.366 moradores em Goiânia e manteve o município como o mais populoso do estado. A estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026 é de 1.511.709 moradores, o que supera em 5,2% a contagem do Censo.
Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Goiânia passou de 0,715 em 2000 para 0,799 em 2010, o que enquadra a capital na faixa de alto desenvolvimento humano. No mesmo indicador, a Região Metropolitana de Goiânia subiu da nona para a sétima posição entre as regiões metropolitanas do país entre 2000 e 2010.
A cidade mantém ainda uma rede de 34 parques e bosques municipais, que somam 4,4 quilômetros quadrados de área verde, conforme a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). O Bosque dos Buritis, o Lago das Rosas, o Parque Areião e o Parque Vaca Brava estão entre as unidades. O Bosque dos Buritis ocupa 124.800 metros quadrados e reúne três lagos e vegetação nativa. O Lago das Rosas também abriga o Parque Zoológico, com cerca de 480 animais de 118 espécies, entre as quais 28 estão ameaçadas de extinção.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou em 2003 o Acervo Arquitetônico e Urbanístico Art Déco de Goiânia, formado por 22 bens. A Praça Cívica concentra 11 deles, entre os quais o Palácio das Esmeraldas, a Secretaria Geral e o Coreto. O conjunto inclui ainda o Teatro Goiânia, o Grande Hotel e a Estação Ferroviária.
Goiânia foi planejada para abrigar 50 mil habitantes inicialmente
Inicialmente, Goiânia foi planejada para 50 mil habitantes, e surgiu de uma decisão tomada após o Golpe de 1930. Pedro Ludovico Teixeira assumiu a interventoria federal em Goiás e decidiu transferir a capital da cidade de Goiás para um novo território. Uma comissão enviada em dezembro de 1932 escolheu o local, e o Decreto 3.359 de 18 de maio de 1933 oficializou a região de Campinas como sítio da nova capital. A área ficava às margens do córrego Botafogo e reunia as fazendas Criméia, Vaca Brava e Botafogo.
O urbanista Attílio Corrêa Lima elaborou o traçado inicial com inspiração no urbanismo francês e no estilo Art Déco. Pedro Ludovico lançou a pedra fundamental em 24 de outubro de 1933 no ponto definido pelo urbanista, que hoje abriga o Palácio das Esmeraldas na Praça Cívica. A Rua 20 recebeu em 1935 as primeiras casas e repartições públicas, e o Palácio Provisório funcionou nela enquanto o Palácio das Esmeraldas era construído.
Corrêa Lima deixou o projeto em 1935, e Armando de Godoy e Werner Sonnenberg complementaram o plano. Godoy incorporou o conceito de cidade-jardim e reservou 564.298 metros quadrados para áreas verdes públicas no Setor Sul, o equivalente a 17,33% do bairro. No mesmo ano, o Decreto 327 de 2 de agosto de 1935 criou o município de Goiânia pela fusão de Campinas e Hidrolândia com partes dos territórios de Anápolis, Bela Vista e Trindade. A transferência oficial da capital ocorreu em 1937, e o Batismo Cultural no Teatro Goiânia marcou a inauguração em 5 de julho de 1942.
A população superou o previsto nas primeiras décadas e ocupou áreas reservadas para a expansão futura. Trabalhadores da construção instalaram-se a leste do córrego Botafogo ainda na década de 1930, e a ocupação originou o Setor Leste Vila Nova, aprovado em 1945.
Em 1948, cerca de 400 lotes do bairro foram destinados à Fundação da Casa Popular. O Setor Sul teve a ocupação autorizada em 1950, o Jardim América foi oficializado em 1952 e o loteamento do Setor Oeste foi aprovado em 1956. O traçado do Setor Oeste foi definido entre 1940 e 1942 e incluiu as avenidas Assis Chateaubriand e República do Líbano. O Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia de 1969 orientou o avanço da cidade para o sudoeste.
Os sete mercados municipais surgiram entre o início da década de 1940 e o fim da década de 1980, e o Mercado Central funciona desde 24 de outubro de 1986 na sede definitiva, com 101 permissionários. O Mercado do Bairro Popular foi construído em 1952, entregue em 1953 e tombado como patrimônio cultural de Goiânia, e o Mercado de Campinas foi inaugurado em 29 de janeiro de 1955.
O povoado de Campinas surgiu no início do século XIX, tornou-se município em 1914 e passou a bairro de Goiânia em 1935. O Atlético Clube Goianiense foi fundado em 1937 e o Vila Nova Futebol Clube foi formalizado em 1943. A Lei estadual 24.428 de 7 de julho de 2026 reconheceu como patrimônio histórico e cultural de Goiás o Santuário Basílica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado em Campinas.
Goiânia completa 93 anos como a maior economia de Goiás e a cidade mais populosa do estado. O Censo Demográfico 2022 do IBGE registrou 1.437.366 moradores no município. A capital foi planejada para 50 mil habitantes e hoje mantém 34 parques e bosques municipais. O Iphan protege 22 bens do acervo Art Déco da cidade. A Praça Cívica reúne 11 desses bens e ocupa o local onde Pedro Ludovico Teixeira lançou a pedra fundamental em 24 de outubro de 1933. (Especial para O HOJE)
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