Polícia investiga consórcio do tráfico que movimentou R$ 1,3 milhão no DF
Investigação aponta que criminosos dividiam custos para comprar entorpecentes em outros Estados e usavam uma loja de autopeças para ocultar recursos do tráfico
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou um esquema em que traficantes reuniam dinheiro para comprar grandes quantidades de drogas em outros Estados. A operação, deflagrada nesta sexta-feira (23), também apura a suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma loja de peças automotivas que movimentou cerca de R$ 1,3 milhão em dois meses.
Batizada de Operação Consortium, a ação foi coordenada pela 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. Os policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em endereços de Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga. Quatro homens apontados como integrantes centrais do esquema estão entre os investigados.
As apurações começaram em junho de 2025, após a prisão de um homem suspeito de comandar o tráfico em Samambaia. A análise do material apreendido permitiu identificar possíveis fornecedores de outros Estados e reconstruir a logística do grupo.
Segundo a investigação, traficantes de diferentes regiões do DF dividiam os custos para adquirir grandes carregamentos de entorpecentes. As drogas eram transportadas por rodovias e escondidas temporariamente em chácaras de Samambaia e Sol Nascente. Depois, eram fracionadas e distribuídas aos responsáveis pela venda.
Os investigadores também identificaram uma loja de peças automotivas suspeita de servir como fachada para lavagem de dinheiro. A empresa movimentou aproximadamente R$ 1,3 milhão em dois meses, valor considerado incompatível com sua estrutura física.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas máximas somadas podem chegar a 33 anos de prisão. A investigação continua para identificar outros envolvidos.
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