Câmara poderá ter prazo para julgar contas do prefeito
Parlamentar disse que é preciso corrigir essa lacuna para que o julgamento das contas do chefe do Executivo, referente ao exercício anterior, se dê em um prazo razoável
Da Redação
Um projeto em que o Legislativo tenha que criar um prazo razoável para julgar as contas dos prefeitos foi aprovado nesta semana na Comissão Mista da Câmara Municipal de Goiânia. Se a emenda for aprovada em plenário, não vai à apreciação do Executivo como os projetos de lei. A própria Câmara sanciona e publica no Diário Oficial do Município.
A emenda é do vereador Delegado Eduardo Prado (PV) que propôs a adição do seguinte texto ao inciso V do artigo 64 da Lei Orgânica do Município (LOM) entre as competências privativas da Câmara Municipal de Goiânia: “Julgar as contas anuais do Município, no prazo de 120 dias a contar do seu recebimento, juntamente com a apreciação dos relatórios sobre a execução dos planos de governo, sob pena de sobrestamento da pauta do plenário”.
Em justificativa, Prado, disse que a LOM estabelece prazo tanto para o prefeito prestar anualmente suas contas (sessenta dias após a abertura da sessão legislativa) como para o Tribunal de Contas do Município (TCM) emitir o parecer (sessenta dias após o recebimento do relatório), mas é “silente quanto ao prazo para que a Câmara realize o julgamento das contas”.
O parlamentar chegou a dizer ainda que é preciso corrigir essa lacuna para que o julgamento das contas do chefe do Executivo, referente ao exercício anterior, se dê em um prazo razoável. “Nos últimos anos o parlamento tem adiado, talvez pela ausência de prazo legal, esse julgamento”. Delegado Eduardo adicionou ainda que o Legislativo tem como competência o controle político, em nome da sociedade a qual representa, cumprindo sua função julgadora do parlamento.
Tornando-se lei, a medida vai obrigar a Casa a apreciar no plenário os relatórios dos chefes do Executivo no prazo de 60 dias após o recebimento, vindo do TCM, que também tem igual período para emitir seu parecer. Com isso, espera-se que as contas de um ano sejam julgadas no ano seguinte.