Ovo assume protagonismo na mesa diante da carne cara
Mudança no consumo de proteínas no Brasil consolida ovos como alternativa central no orçamento das famílias
O aumento no preço da carne bovina tem provocado mudanças no padrão alimentar das famílias brasileiras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Associação Brasileira de Proteína Animal indicam que o consumo de ovos se consolidou como a principal alternativa à proteína bovina no país.
Em 2025, a média nacional chegou a 288 ovos por habitante, colocando o Brasil na sétima posição entre os maiores consumidores do mundo. A ABPA projeta que o consumo de ovos alcance 306 unidades por pessoa em 2026 e avance de forma consistente na próxima década, acompanhando mudanças econômicas e culturais.
Consumo de ovos avança com carne mais cara
Segundo o Cepea, a carne bovina acumulou altas acima da inflação em 2025, com novas elevações previstas para 2026. Nesse cenário, o consumo de ovos cresce por reunir preço mais acessível, valor nutricional elevado e facilidade de preparo, passando a ocupar papel central nas refeições.
A produção acompanha a demanda e deve chegar a 66,5 bilhões de unidades em 2026, impulsionada por investimentos e maior produtividade. Apesar de ter pressionado a inflação alimentar no início de 2025, o ovo segue como a proteína animal mais barata no mercado.
A mudança também reflete um ajuste cultural. O alimento ganhou espaço em dietas regulares, no café da manhã e nas principais refeições, deixando para trás antigas restrições. Hoje, o Brasil integra o grupo de países que consomem quase um ovo por dia por habitante, símbolo de uma nova realidade alimentar moldada pela inflação, adaptação do orçamento doméstico e transformação dos hábitos à mesa.
Para a ABPA, o Brasil já integra o grupo de países que consomem quase um ovo por dia por habitante, sinal de que o consumo de ovos deixou de ser complementar e passou a refletir uma nova realidade alimentar no país.

Leia também: https://ohoje.com/2026/01/26/comer-prazer-e-adoecimento/