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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Mais um passo da investigação

IML de Goiânia confirma por DNA que corpo é da corretora Daiane Alves Souza

Identificação oficial encerra etapa pericial e reforça investigação sobre assassinato atribuído ao síndico do condomínio onde a vítima morava

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 3 de fevereiro de 2026
Corretora
Reprodução

A Polícia Científica de Goiás confirmou oficialmente, por meio de exame de DNA, que o corpo encontrado é da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. A confirmação foi divulgada após análise realizada pelo Laboratório de Biologia e DNA Forense da Polícia Científica de Goiás, que concluiu a identificação da vítima com base no material genético.

Com o resultado, o procedimento pericial avançou para a etapa administrativa de liberação do corpo à família. Mesmo assim, os parentes relatam angústia com a demora. Sete dias após a confirmação da identidade, o corpo ainda permanece no Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira – IML. Segundo Arnaldo Alves Souza, irmão da corretora, a Polícia Civil informou um prazo estimado de cinco a dez dias para a liberação, o que tem prolongado o sofrimento da família, que aguarda o sepultamento.

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Crime contra a corretora ocorreu em poucos minutos, aponta reconstituição

Paralelamente, a Polícia Civil de Goiás segue aprofundando as investigações sobre o assassinato. Uma reconstituição do crime, realizada no condomínio onde Daiane morava, em Caldas Novas, durou cerca de seis horas e indicou que toda a ação criminosa aconteceu em aproximadamente oito minutos. A dinâmica levantou questionamentos sobre como o autor entrou e saiu do prédio sem ser percebido por porteiros ou moradores.

De acordo com informações repassadas à família, os investigadores apuraram que Daiane foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça ainda no subsolo do edifício. A linha investigativa aponta que o suspeito, o síndico do condomínio, já estaria à espera da vítima no local, o que enfraquece a versão de confronto imediato.

Outro ponto considerado decisivo é o celular da corretora, encontrado por peritos dentro de um cano de esgoto do prédio. O aparelho já foi desbloqueado e passa por análise técnica detalhada. A polícia busca mensagens, registros de chamadas ou qualquer dado que ajude a esclarecer a motivação do crime e a participação do investigado.

Além disso, as equipes continuam as buscas pela arma utilizada. O principal suspeito declarou ter jogado o revólver no Rio Corumbá, o que levou a Polícia Civil a realizar varreduras em áreas de mata próximas à ponte indicada. Até o momento, o objeto não foi localizado.

Enquanto aguardam respostas, os familiares da corretora também demonstram indignação com a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do síndico. Para eles, os indícios reunidos até agora apontam para uma emboscada. “Esperamos que todas as dúvidas sejam esclarecidas e que a justiça seja feita”, afirmou Arnaldo, irmão de Daiane.

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