Relação de Daniel com prefeitos em meio à ascensão do PL em Goiás
Entre os gestores municipais que apoiam o emedebista, há aqueles que comandam os principais colégios eleitorais do Estado, com exceção de Goiânia
O apoio de 220 prefeitos à pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás virou a máxima mais utilizada por aliados do emedebista que estimam o montante de gestores municipais que sinalizam concordância com a decisão de Daniel de concorrer ao Palácio das Esmeraldas. Fontes próximas ao vice do governador Ronaldo Caiado (PSD) afirmam que o Palácio das Esmeraldas detém uma base sólida, o que favorece a possibilidade de ascensão de Daniel diante das demais pré-candidaturas já estabelecidas, como a do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e a do senador bolsonarista Wilder Morais (PL).

A avaliação é que mediante a expressiva aprovação da gestão de Caiado à frente do Executivo estadual, a admiração e o apoio serão transferidos para Daniel, sobretudo, durante as eleições para o Governo do Estado. Porém, ao analisarmos o percurso das pré-candidaturas desde o anúncio de cada uma, percebe-se que o favoritismo se concentra, até aqui, na do vice-governador.
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Nos últimos dias, o forte apoio direcionado a Daniel é visto com cautela, uma vez que um de seus principais adversários, o senador Wilder Morais (PL), que teve incentivo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para se manter na disputa ao Governo de Goiás, é visto como um potencial rival do emedebista, principalmente por ter ao seu lado Ana Paula Rezende (PL), figura que era destaque do partido de Daniel, assim como seu pai, o ex-governador Iris Rezende (MDB), e sua mãe, a ex-deputada federal Dona Íris de Araújo.

Apoio de prefeitos influentes
Apesar disso, analistas políticos veem como algo positivo para Daniel a parceria do vice-governador com prefeitos que administram municípios que detêm um eleitorado estratégico, como Leandro Vilela (MDB), de Aparecida de Goiânia; Wellington Carrijo (MDB), de Rio Verde; Marcos Vinicius (MDB), de Valparaíso de Goiás; e Márcio Corrêa (PL), de Anápolis.
A visão de que uma eventual vitória de Daniel nas urnas pode ser algo derivado do apoio de Caiado ao emedebista é uma ideia que também é compartilhada pelo prefeito Wellington Carrijo. “A eleição vai ser muito fruto do trabalho do doutor Caiado nos últimos 7 anos. Daniel tem apoio de mais de 200 prefeitos, que o apoiam no processo de reeleição para dar continuidade ao trabalho do doutor Ronaldo”, afirma Carrijo em entrevista ao O HOJE.
O prefeito de Rio Verde vê como essencial a participação direta de Daniel nas ações de responsabilidade do governo. Para o gestor da Região Sudoeste do Estado, isso foge da postura normalmente atribuída aos vice-governadores. “Daniel tem participado efetivamente das ações do governo. Ele é um cara que trabalha muito e tem toda condição de dar continuidade a esse legado do Ronaldo.”

Prioridade do MDB
Marcus Vinicius, prefeito de Valparaíso, município localizado no Entorno do Distrito Federal, ressaltou à coluna Xadrez que a prioridade é unir a militância emedebista do passado e do presente. A fala de Vinicius faz referência ao esforço de membros do partido em resgatar a unidade da organização que se encontra dividida, especialmente por conta da nomeação de Ana Paula Rezende, filha do casal Iris Rezende e Dona Íris, como pré-candidata a governadora na chapa do bolsonarista e adversário de Daniel, Wilder Morais.
De acordo com Diego Sorgatto (UB), prefeito de Luziânia, segundo maior colégio eleitoral do Entorno do Distrito Federal, é preciso atenção na formação de chapa, inclusive para o Senado. “Um ponto de atenção é a articulação da chapa, porque não sendo a segunda vaga de senador para o PL, então vai ser de quem? Eu acho que isso tem que ser muito bem pensado, muito bem avaliado. E o governador, juntamente com Daniel, são muito bons para isso”, afirma Sorgatto.

Com a inviabilidade de parceria entre a base de Daniel e o PL, Sorgatto sinaliza possíveis alternativas para composição de chapa. “Caiado, juntamente com Daniel e a primeira-dama Gracinha (UB), devem escolher para a segunda vaga de Senado um partido, uma pessoa, um grupo que traga a maior estrutura política, de aliados, que possibilite maior tempo de televisão e de tudo que se precisa para ganhar uma eleição”, ressalta o prefeito de Luziânia. (Especial para O HOJE)