Universidades convocam ato nacional contra cortes de verbas; veja protesto da UFG

Postado em: 10-06-2022 às 17h38
Por: Ana Bárbara Quêtto
Apesar do MEC ter anunciado a redução do bloqueio de 14,5% para 7,2%, as universidades federais alegam que a situação permanece alarmante. | Foto: Reprodução/Redes sociais.

Nesta sexta-feira (10/6), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e universidades públicas brasileiras divulgaram um manifesto contra o corte bilionário feito pelo Governo Federal nas verbas destinadas à Educação. Em protesto contra os cortes, alunos e docentes da Universidade Federal de Goiás (UFG) participaram nesta quinta-feira (9/6) de manifestação organizada na Praça Universitária.

O bloqueio de R$ 3,2 bilhões por parte do Governo Federal ocorreu no dia 25 de maio, reduzindo certa de 14,4% da verba prevista para o Ministério da Educação em 2022.

Veja o vídeo:

Outras universidade também se mobilizaram, como a Universidade de Brasília (Unb). A concentração foi em frente ao Museu Nacional da República e começou às 9h de ontem.

O presidente da Andifes, reitor Marcus David, manifestou preocupação com o funcionamento das federais após o corte. “A situação que já era bastante preocupante, agora se torna insustentável”, disse.

“A Andifes trabalha para a reversão total do bloqueio, e vai agora redobrar esforços para obter a recomposição do valor cortado e o desbloqueio do valor ainda bloqueado, sem os quais fica inviável para as universidades manterem seus compromissos e atividades neste ano”, alerta.

Bloqueio de verbas e prejuízos à UFG

Apesar do MEC ter anunciado a redução do bloqueio de 14,4% para 7,2%, as universidades federais alegam que a situação permanece alarmante. O valor cortado cairia de R$ 3,2 bilhões para R$ 1,6 bilhão.

O Governo também anunciou que dos 7,2% ainda bloqueados, equivalente à 3,2% do orçamento irá para outros para outros órgãos, como forma de pagamento de despesas obrigatórias. Totalizando uma perda de mais de R$ 220 milhões.

Além do funcionamento físico das instituições de ensino superior, também foram prejudicados: pagamentos de subsídios como auxílio estudantil, bolsas de pesquisas e projetos acadêmicos.

Da mesma forma, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi impactado pelos cortes e irá precisar suspender pesquisas sobre a Covid-19 e o meio ambiente.

De acordo com a Andifes o ministro da Educação, Victor Godoy, admitiu ter provocado o bloqueio em todas as unidades da pasta por “não ter tido tempo para aprofundar os estudos” sobre o corte.

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