Empresários trocam instalações antigas por opções modernas

Locatários de imóveis corporativos nível B estão migrando para prédios mais novos e modernos, apostando em arquiteturas mais inteligentes e eficientes

Postado em: 29-08-2016 às 06h00
Por: Redação
Locatários de imóveis corporativos nível B estão migrando para prédios mais novos e modernos, apostando em arquiteturas mais inteligentes e eficientes

Assim como o próprio mercado e a economia, o rumo do setor imobiliário oscila constantemente. Um exemplo bem visível é a mudança brusca nos preços de determinados imóveis que hoje valem pouco, mas amanhã podem ser valorizados – e vice-versa. Atualmente em grandes cidades, como Goiânia, locatários de imóveis corporativos nível B estão migrando para prédios mais novos e modernos, apostando em arquiteturas mais inteligentes e eficientes.
O termo para esse processo é conhecido como "flight-to-quality", que significa – resumidamente – a migração de um edifício classe B para um outro edifício de qualidade superior, Classe A. "Por conta da grande oferta, a vacância nesses imóveis nível B estão ficando cada vez maiores, empresários buscam outras opções melhores com valores parecidos", afirma Tarik Faraj, sócio da TRK imóveis www.trkimoveis.com.br, imobiliária de luxo com sede em Brasília.
Em 2012, por exemplo, a vacância desses imóveis nível B era de 5 a 10%. Atualmente, estes números passam dos 15%. "Hoje, temos lojas e espaços comerciais disponíveis em prédios que alguns anos atrás tinham 100% de ocupação" afirma Faraj que também está negociando com alguns inquilinos que ocupam prédios antigos – e de alto valor – a se mudarem para melhores prédios comerciais de Brasília, tais como ParkShopping Corporate, Parque Cidade, Brasil XXI e alguns outros".
Com novos prédios sendo entregues, os imóveis antigos precisam se readaptar. "Com o excesso de oferta, os proprietários dos imóveis mais antigos serão obrigados a fazer o "retrofit" nos prédios, ou terão grande dificuldade em alugá-los", diz Tarik Faraj. Retrofit é quando se repagina o edifício trazendo para patamares técnicos mais atualizados.

Confiança da construção
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Brasil subiu pelo segundo mês seguido em agosto, com alta na medição das expectativas e da situação atual, e atingiu o maior patamar em mais de um ano, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
O ICST avançou 1,8 ponto na comparação com o mês anterior e atingiu 72,5 pontos, a maior leitura desde julho de 2015. Após a segunda alta seguida, o índice acumula ganho de 5,9 pontos desde a mínima histórica em fevereiro.
O Índice de Expectativas subiu 2,1 pontos em agosto, para 81,4 pontos, enquanto o Índice da Situação Atual avançou 1,5 ponto, chegando a 64,2 pontos.
"A percepção dominante é de que a atividade lentamente começa uma retomada, o que já está se refletindo no indicador de mão de obra prevista. Nos últimos três meses, os empresários passaram a apontar maior intenção de contratar", disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, em nota.
Foto: reprodução

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