Motos crescem como opção de mobilidade e entregas rápidas

Em expansão, a nova opção de para enviar itens de moto é lançada em mais 22 cidades brasileiras

Postado em: 09-10-2021 às 11h50
Por: Victoria Lacerda
Em expansão, a nova opção de para enviar itens de moto é lançada em mais 22 cidades brasileiras | Foto: Reprodução

A atuação dos motoboys atualmente é de extrema relevância não apenas no que diz respeito ao transporte de pessoas, mas também no carregamento de documentos, alimentos e outros tipos de encomendas, facilitando assim o número de entregas nos grandes centros urbanos e possibilitando um melhor fluxo de pessoas. As vantagens que o transporte efetuado por meio de motocicletas implica em praticidade e comodidade, já que se trata de veículos mais leves e menores, ideais para se adaptarem a um trânsito turbulento e complicado.

É pertinente destacar também que os serviços de motoboy contemplam diversos segmentos de trabalho, podendo, inclusive, atender empresas que atuam em ramos distintos, tais como restaurantes, lancherias, escritórios, farmácias, shoppings, lojas, mercados e mais uma diversidade de estabelecimentos do setor comercial e de serviços. Sendo um meio de transporte ágil e econômico, a motocicleta tem ganhado cada vez mais espaço no cenário da mobilidade no Brasil. Nos últimos dez anos, a frota de motocicletas no País praticamente dobrou. Cresceu 91,8%, passando de cerca de 15 milhões em 2009 para 28 milhões até 2020.

A modalidade de entregas rápidas por meio de aplicativos de mobilidade foi criado para colaborar com o distanciamento social, atender melhor os usuários que querem agilidade para enviar pequenos artigos e, ao mesmo tempo, ser uma opção complementar de ganhos para os entregadores parceiros que usam moto. A modalidade já está disponível em 18 localidades e chega hoje a outras 22 cidades do país como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Cuiabá (MT) e Teresina (PI). A modalidade foi pensada para atender a necessidade de transporte de objetos como pacotes, presentes, documentos e outros artigos de pequeno porte, que possam ser acomodados dentro dos compartimentos de entrega.

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Para minimizar o contato físico, a recomendação é usar o chat do aplicativo para conversar com o entregador parceiro e fornecer mais orientações, se necessário. Essa modalidade cresceu devido ao Covid-19, a sociedade quarentenada foi salva pela delivery e a moto foi o único transporte que cumpriu o distanciamento social e economizando tempo.

Na nova modalidade de entregas, o usuário que solicitar a viagem precisa informar os dados de quem vai receber ou entregar o item, para que tanto quem envia quanto quem recebe o objeto tenha acesso às informações da viagem e ao mapa do trajeto, atualizado em tempo real. Além disso, as duas pontas também recebem alertas em seus smartphones quando a moto está se aproximando, e o entregador parceiro pode entrar em contato com as duas partes por mensagem ou ligação dentro do app. Vale lembrar que não é permitido enviar itens de valor ou cujo transporte seja proibido por lei ou pelas regras da modalidade.

O Flash foi uma das novidades na pandemia que foram mais bem recebidas por usuários, mais de um milhão de itens foram enviados com a modalidade no país. Segundo pesquisa com usuários, os itens mais enviados foram presentes, flores, comida, documentos, roupas e chaves. As viagens contam com uma série de recursos de segurança oferecidos pela plataforma em todas as viagens, além de seguro para acidentes pessoais para os parceiros. Assim como os entregadores parceiros, e os condutores, recebem conteúdo sobre segurança viária elaborado por consultoria especializada, estimulando a direção segura e o respeito às leis de trânsito.

Redução de gastos com combustível

Em geral, uma moto em boas condições pode rodar de 30 a 40 quilômetros com 1 litro de combustível. Por outro lado, um carro faz 11 quilômetros por litro. Esse comparativo nos leva até a segunda vantagem das entregas de moto, pois os preços da gasolina e do gás de cozinha irão aumentar em 7,2%. Na semana passada, a Petrobras já havia elevado o preço do diesel em 9%, depois de 85 dias de estabilidade.

Segundo a Petrobras, com os reajustes, a gasolina passará a ser vendida pela petroleira nas refinarias às distribuidoras a 2,98 reais por litro, já o gás de cozinha, após o ajuste, será comercializado a 3,86 por kg, equivalente a 50,15 reais por botijão de 13 kg, depois de 95 dias com preços estáveis. Em nota, a companhia afirmou que os “impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial”, e a taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global, refletem no novo aumento. (Especial para O Hoje).

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