Páscoa traz boas expectativas e renda extra para empreendedoras da área; “melhor época do ano”

Economia se mantém otimista com possível fim da pandemia e páscoa pode ser melhor comemorada, tanto para comerciantes, quanto para consumidores

Postado em: 26-03-2022 às 14h00
Por: Carlos Nathan Sampaio
Economia se mantém otimista com possível fim da pandemia e páscoa pode ser melhor comemorada, tanto para comerciantes, quanto para consumidores | Foto: Reprodução

Conforme a Páscoa vai se aproximando a chef Isabela Nascimento Pinheiro (@chefisabelapinheiro), de 24 anos, tem motivos de sobra para comemorar, pois segundo ela essa época do ano “é seguramente a mais rentável da confeitaria, sendo de 2 a 3 vezes maior que o do Natal”, outra época boa pra área. Formada em gastronomia e alta cozinha desde 2017, Isabela trabalha com bolos e doces para festa desde 2018, sendo 2019 sua primeira produção com ovos de Páscoa.

Isabela Nascimento Pinheiro é formada em gastronomia e alta cozinha

“Desde o começo do curso eu tive mais afinidade pela confeitaria e quando eu terminei tive a certeza de que queria seguir nessa área, a ideia de ter meu próprio negócio surgiu da necessidade de trabalhar, dá vontade de trabalhar com aquilo que eu gostava com mais liberdade para criar e com horários mais flexíveis”, afirmou Isabela que tem, como ajudantes, sua mãe e sua tia quando a demanda está alta.

A chef lembra, ainda, que neste ano as expectativas estão altas, já que em 2020 houve uma baixa nas vendas, mesmo não sendo “significativa”. “Em compensação, em 2021, foi a minha melhor páscoa até hoje, pois fui me adaptando a questão da pandemia o que fez a diferença, me adaptando em relação a entrega, agendamento da retirada dos pedidos dando mais segurança para o cliente vir retirar com a certeza de que não haveria aglomeração, em cada embalagem junto do lacre de segurança eu coloquei instruções de como manusear o alimento de forma segura e também um lenço umedecido com álcool 70%”, afirmou.

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Neste mesmo sentido, Thalyana Mariano Bezerra da Costa (@thatadocinho_), de 25, também trabalha com a produção de ovos de Páscoa. Mesmo não sendo formada na área, Thata, como é conhecida, fez cursos e faz seus doces há 6 anos, mas com essa época este é o segundo ano.

“A ideia de fazer ovos de páscoa surgiu do cenário pandêmico que estávamos vivendo em 2020. Devido ao fechamento das escolas e de tudo quanto é coisa, me vi à mercê, sem saber o que fazer”, contou, afirmando, também que, “sem dúvida nenhuma” esta é a época mais rentável para ela, que tem uma sócia nos seus negócios, Izabela Alves.

Márcia Coutinho (@umdomingoemparisconfeitaria), de 32 anos, é publicitária e também decidiu trabalhar na área. “Meus Pais sempre me ensinaram a ter independência financeira e, na escola, nos meus 15 anos, eu já vendia bombons. Era um sucesso. Mas profissionalmente, depois de criar a minha marca, tive meus primeiros doces produzidos em 2016, quando também foi nossa primeira páscoa, e foi um verdadeiro sucesso. A família e os amigos próximos, nos ajudaram a propagar a ideia da boleira que expandiu para o mundo dos Ovos de Páscoa”, contou.

De acordo com Márcia, seu negócio é inspirado em memórias afetivas, em viagens pelo mundo e nas incontáveis conversas, de como fazer as pessoas felizes despertando sensações únicas, em cada produto feito por nós. “Meu amor pelo mundo da gastronomia, veio através da minha Mãe que é Chef de Cozinha. Na época ainda criança, ficava com os olhos atentos aos seus movimentos, e pensava ‘um dia, vou ser como ela’. Sabe aquelas inspirações que passam de geração? Pois é, chegou até mim. Ela movimenta os dedos de uma forma incrível, e sempre teve a delicadeza de preparar comida a quem estivesse triste, um costume bem Goiano, eu diria. Que gosta de agradar com comida”, completou.

Ainda de acordo com a empreendedora, na época de pandemia acabou havendo aumento da procura. “Senti que houve, principalmente, aumento para essa cozinha afetiva que abraça, e que resgata uma infância com a mesa rodeada de primos e amigos para comer uma fatia de bolo”, afirmou Márcia que trabalha com três Chefs de Cozinha e uma auxiliar nas épocas festivas onde o fluxo é mais intenso.

Amanda Lima (@cafeterapi_), de 25 anos, é outra empreendedora que trabalha no ramo. Desde 2017, Amanda começou a vender comida em temporadas (Natal e Páscoa) e, em 2020, considerou ser um negócio mais fixo, complementando com pipocas gourmet, palha italiana e alfajor. Para ela, a pandemia foi um período difícil, houve queda no faturamento, mas ela mantém as expectativas boas e acredita que as vendas, neste ano, se equiparem ou sejam melhores do que em 2018 e 2019, que foram seus melhores anos. 

Ela conta, no entanto, que a ideia de seu começar o negócio surgiu em 2017, uma época em que ela precisava juntar dinheiro para fazer provas de vestibulares em universidades de outras cidades. “Mas depois de conseguir isso, eu vi que trabalhar com doces teve uma boa rentabilidade, bem maior do que pensei, e continuei, também sendo incentivada por uma amiga, a fazer todo ano. Eu e esta amiga começamos com cappuccino caseiro, depois veio a pipoca gourmet, palha italiana e alfajor, além de continuar com panetone recheado no Natal e, claro, os ovos de chocolate na Páscoa”, contou.

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