Segundo Fiocruz, 11% dos vacinados no Brasil estão com a segunda dose atrasada

O imunizante com a maior taxa de demora é a Coronavac, fabricado pelo Butantan, com 32% de atraso.

Postado em: 29-09-2021 às 18h03
Por: Alice Orth
O imunizante com a maior taxa de demora é a Coronavac, fabricado pelo Butantan, com 32% de atraso. | Foto: Reprodução

O boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira (29/09) mostra que 11% dos vacinados no Brasil estão com a aplicação da segunda dose atrasada. O imunizante com a maior taxa de demora é a Coronavac, fabricado pelo Butantan, com 32% de atraso.

A taxa registrada para a AstraZeneca é de 15%, e da Pfizer, 1%. Os valores foram coletados de registros feitos até o dia 15 de setembro levando em conta os indivíduos que passaram 14 dias da data prevista para a administração. “É importante frisar que como a vacinação com Pfizer começou apenas em Maio, a quantidade de indivíduos em possível atraso ainda é pequena, o que pode refletir na baixa taxa que vemos em comparação com as outras vacinas”, informa o boletim.

O Ceará se mostrou como o estado com maior adiamento, chegando a 77,4% no município de 77,4% e 81,3% em Acopiara. Goiás está abaixo da média nacional, com menos de 10% de pessoas atrasadas.

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“O atraso da segunda dose pode comprometer seriamente a efetividade das vacinas no país, por isso é de extrema importância realizar este monitoramento para promover ações que atuem de forma assertiva na resolução do problema. A proteção contra Covid-19 só é adequada após a vacinação completa, com duas doses”, destacam os pesquisadores.

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