Após polêmica com viagem a Nova York, Mario Frias afirma que saída da pasta depende de Bolsonaro

Larissa Peixoto Dutra, atual presidente do Iphan, está sendo cotada para assumir o cargo no início de março

Postado em: 17-02-2022 às 14h41
Por: Augusto Sobrinho
Larissa Peixoto Dutra, atual presidente do Iphan, está sendo cotada para assumir o cargo no início de março | Foto: Reprodução

Após polêmica sobre viagem a Nova York, Mario Frias deverá deixar a  Secretaria Especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL) no início de março. Segundo reportagem da Folha, os boatos tramitam pelos corredores do Ministério do Turismo, pasta que chefia a secretaria, e, nesta quinta-feira (17), o ex-ator de Malhação disse que a permanência será uma decisão exclusiva do presidente.

Frias fez uma viagem a Nova York, em dezembro do ano passado, junto do seu secretário-adjunto, Hélio Ferraz, para “tratar de um projeto com o lutador de jiu-jítsu Renzo Gracie”. Entretanto, ambos gastaram juntos R $78 mil em apenas cinco dias de compromissos. Desde a divulgação, o Ministério Público solicitou que o Tribunal de Contas da União apure os gastos “exesivos”.

Segundo a reportagem da Folha, que entrevistou anonimamente diversos servidores de diferentes órgãos do governo, a saída do secretário deve acontecer já no início do próximo mês. Além disso, em entrevista à CNN, Frias afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) decidirá sobre sua saída ou não da pasta.“O meu chefe que manda. Farei o que comandar”, disse.

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Se for confirmada a saída de Mario Frias, a Secretaria Especial da Cultura poderá ser comandada por Larissa Peixoto Dutra, atual presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A indicação dela ao cargo pode ser uma estratégia do governo bolsonarista para “limpar a barra” após polêmica envolvendo o presidente e a demissão de servidores do órgão.

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