Criança encontra arma do pai em casa, atira na cabeça e morre, na Grande São Paulo

Pai contou à polícia que é CAC; criança de 9 anos chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.

Postado em: 13-07-2022 às 13h55
Por: Luan Monteiro
Pai contou à polícia que é CAC; criança de 9 anos chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.

Uma criança, de 9 anos, morreu após atirar na própria cabeça na noite da última segunda-feira (11/7), em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Segundo a polícia, a criança teria encontrado a pistola do pai em cima do armário na cozinha. O pai, de 32 anos, declarou à polícia que se enquadra na categoria de CAC (caçador, atirador e colecionador).

O menino chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado na delegacia de Ferraz de Vasconcelos como homicídio e omissão de cautela, conforme o Estatuto do Desarmamento, e será investigado pela Polícia Civil (PC).

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do menino relatou que estava na sala assistindo televisão com o filho por volta das 20h45. Ela disse que o pai da criança estava deitado no quarto. Segundo a mãe, o filho disse que iria até a cozinha pegar algo para comer.

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Após instantes, os pais ouviram o barulho de um disparo de arma de fogo. A mãe relatou que eles encontraram a criança caída no chão, ensanguentada, com um tiro na região da cabeça. O pai levou o menino para o hospital. De acordo com o boletim de ocorrência, a arma estava guardada em cima do armário da cozinha.

Segundo o depoimento do pai, no dia do crime ele guardou a arma em cima do armário da cozinha com o carregador, mas sem projetil na câmara, além da trava de segurança acionada. Ele disse que estava no quarto com o outro filho, enquanto a vítima estava na sala com a mãe. Ouviu o tiro e encontrou o filho ensanguentado na cozinha.

A polícia realizou uma perícia no local. A arma e os projéteis foram apreendidos. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso será investigado. O caso foi registrado “como homicídio e omissão de cautela conforme o estatuto do desarmamento”.

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