OMS declara varíola dos macacos como emergéncia de saúde global

Mais de 16 mil casos da doença foram confirmados em 75 países.

Postado em: 23-07-2022 às 12h21
Por: Luan Monteiro
Mais de 16 mil casos da doença foram confirmados em 75 países. | Foto: Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou neste sábado (23/7) a varíola dos macacos como caso de emergéncia de saúde global. Até o momento, 16 mil casos da doença foram confirmados em 75 países.

No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou, até a última quinta-feira (21), 592 casos confirmados da doença.

“Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O diretor informou, ainda, que com as ferramentas disponíveis será possível controlar o surto e parar a transmissão da doença.

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A decisão tomada pela OMS neste sábado poderá trazer mais investimento para o tratamento da doejnça e avançar o desenvolvimento de vacinas, que estão em falta. Segundo Tedros, somente metade dos países com casos confirmados da doença tem acesso garantido a imunizantes.

Já o diretor de emergências da organização, Mike Ryan, diz que ser vacinado não dá proteção instantânea contra a doença.

“Embora eu esteja declarando uma emergência de saúde pública de interesse internacional, no momento este é um surto que se concentra entre homens que fazem sexo com homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros sexuais. Isso significa que este é um surto que pode ser interrompido com as estratégias certas nos grupos certos”, disse Tedros.

Segundo Tedros, é importante que todos os países trabalhem em estreita colaboração com as comunidades de homens que fazem sexo com homens para projetar e fornecer informações e serviços eficazes e adotar medidas que protejam a saúde, os direitos humanos e a dignidade das comunidades afetadas.

“Estigma e discriminação podem ser tão perigosos quanto qualquer vírus. Além de nossas recomendações aos países, também peço às organizações da sociedade civil, incluindo aquelas com experiência no trabalho com pessoas vivendo com HIV, que trabalhem conosco no combate ao estigma e à discriminação”, completou.

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