“Fiquei intimidado”, diz segurança de balada sobre PM

Henrique Velozo, policial militar, teve prisão decretada na noite desse domingo (7) após se entregar.

Postado em: 09-08-2022 às 17h02
Por: Lorenzo Barreto
Henrique Velozo, policial militar, teve prisão decretada na noite desse domingo (7) após se entregar. | Foto/Reprodução

O coordenador da equipe de segurança do show onde o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo foi assassinado diz ter ficado abalado com o crime na madrugada de domingo (7) em São Paulo. Moisés Amorim, tem 15 anos de experiência na vigilância de eventos, e criticou a permissão legal de policiais entrarem armados em casas de show e boates. Policiais têm direito de andar armados, mesmo fora de serviço, autorização dada pelo Estatuto do Desarmamento de 2003.

Henrique Velozo, policial militar, teve prisão decretada na noite desse domingo (7) após se entregar. Ele é acusado de atirar na cabeça de Leandro Lo após uma briga no show da banda de pagode Pixote. Segundo o chefe dos vigilantes naquela noite, tudo aconteceu muito rápido, antes que eles pudessem fazer qualquer coisa para evitar o tumulto. Mas, mesmo que eles tivessem tido tempo de chegar ao local da briga, o fato de haver um homem armado entre quem brigava poderia comprometer a reação da equipe, toda desarmada. Naquele dia, segundo Moisés, havia 40 vigilantes e seis policiais armados, entre militares, civis e federais.

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