Anvisa investiga se alimentos para humanos foram contaminados com produto que causou a morte de cães

Nos produtos responsáveis pelas mortes dos animais, foram lotes contaminados de propilenoglicol, um solvente usado para manter a textura de alimentos embalados

Postado em: 15-09-2022 às 08h25
Por: Ícaro Gonçalves
Nos produtos responsáveis pelas mortes dos animais, foram lotes contaminados de propilenoglicol, um solvente usado para manter a textura de alimentos embalados | Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu na última quarta-feira (14/9) iniciar investigação para apurar se alimentos humanos foram contaminados com a substância que pode ter causado a morte de cães pelo Brasil.

A decisão foi tomada após o aparecimento de casos de animais domésticos que morreram intoxicados com petiscos. Segundo a Anvisa, a empresa Tecno Clean vendeu parte dos dois lotes de propilenoglicol contaminados para a Bassar Pet Food, indústria responsável pelos petiscos que causaram a morte dos animais, e outras fábricas ainda não identificadas.

“As ações de vigilância sanitária estão focadas nas empresas com possível atividade na área de alimentos para consumo humano”, declarou a Anvisa. Apesar da investigação ainda estar em curso, o órgão federal afirma que, por ora, “não existem evidências de alimentos para consumo humano fabricados com lotes” contaminados.

Continua após a publicidade

Leia também: Anvisa aprova importação de vacina contra varíola dos macacos

O propilenoglicol é um solvente usado como umectante para manter a textura de alimentos embalados, como sopas, massas para bolos, pães e biscoitos. Ele evita que os produtos ressequem depois de abertos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que os lotes AD5035C22 e AD4055C21, vendidos pela Tecno Clean, de Contagem, na Grande BH, estavam contaminados com monoetilenoglicol, anticongelante que causa problemas renais e motores.

Veja Também