PL que cria Dia de Combate à Violência Política Contra Mulheres é aprovado em Goiânia

Postado em: 21-12-2021 às 12h34
Por: Igor Afonso
O Projeto vai agora para votação da Comissão de Educação e Cultura, Ciência e Tecnologia | Foto: Mariana Capeletti Calaça

Foi aprovado em primeiro turno na manhã desta terça-feira (21), o Projeto de Lei, de autoria da vereadora Aava Santiago (PSDB), que institui o dia 14 de março como o Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política de Gênero.

A proposta faz alusão ao dia em que a parlamentar da Câmara do Rio de Janeiro foi morta a tiros na região central da cidade em 2018. Caso nunca foi esclarecido pela polícia. O projeto prevê a realização e o incentivo, por parte do poder público, de ações, palestras e seminários em escolas e espaços municipais sobre a importância da luta contra a violência política em Goiânia e sobre Marielle Franco. 

“Todas as pessoas deveriam ter direito de se expressar politicamente, de manifestar suas ideias e de lutar por seus direitos, independente de gênero. Ainda assim, mulheres são minoria nos partidos políticos, nas cadeiras dos parlamentos, recebem menos financiamento de campanha e quando, apesar de tudo isso, conseguem chegar a ocupar espaços de poder, são constantemente atacadas na vida e no exercício da atuação política. É para corrigir essa distorção na democracia que lutamos”, argumenta Aava.

O PL foi aprovado em primeira votação com somente um voto contra, da vereadora Gabriela Rodart (DC). O Projeto vai  agora para votação da Comissão de Educação e Cultura, Ciência e Tecnologia. Se aprovado, passará por votação em segundo turno na Câmara e logo após, sanção do prefeito Rogério Cruz. 

Luciula do Recanto 

Um caso de violência política que gerou repercussão em Goiânia neste ano foi o da vereadora Luciula do Recanto (PSD), que luta em prol da causa animal e no dia 9 de agosto foi atacada pelo deputado estadual Amauri Ribeiro. 

No caso, Luciula estava desempenhando papel no combate a rinhas de animais em Goiânia e Amauri, em seu pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa disse que ela “merecia um tiro na cara”. No dia seguinte, a Câmara emitiu uma nota e entrou com representação criminal contra o deputado.

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