Candidatos ao governo de Goiás defendem valorização de alunos e professores

Planos de gestão incluem, ainda, militarização e desmilitarização dos colégios estaduais

Postado em: 09-09-2022 às 07h42
Por: Francisco Costa
Governadoriáveis goianos defendem a realização de concursos, valorização de professores e alunos, e atuação conjunta com municípios | Foto: Marcelo Camargo/ ABr

Os candidatos ao governo de Goiás defendem realização de concursos, valorização de professores e alunos, e atuação conjunta com municípios, quando o assunto é o ensino básico. Nesta sexta-feira (9), o Jornal O Hoje mostra um pouco das propostas do plano de gestão dos governadoriáveis no eixo educação.

Vale citar, oito candidatos foram citados, uma vez que o candidato do PCO, Vinícius Paixão, teve o registro indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também é preciso ressaltar que as informações são resumos das propostas. O plano completo pode ser conferido no site da Justiça Eleitoral. 

Major Vitor Hugo 

No eixo da educação, major Vitor Hugo (PL) propõe a liberdade acadêmica e a autonomia universitária. Ele também quer a recuperação das estruturas físicas da rede estadual de ensino, bem como o uso de ferramentas de tecnologia de ensino. O candidato pretende, ainda, criar um plano de inclusão educacional, valorizar e premiar alunos de destaque, combater a “ideologia de gênero” e “politização nas escolas”, e ampliar o número de colégios militares e valorizar a Universidade Estadual de Goiás (UEG).

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Ronaldo Caiado

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) fala em “aprimorar a Educação Digital e elevar o nível educacional do estado de Goiás para o de países desenvolvidos, com foco na valorização dos professores”. Ele também defende o combate à evasão escolar, ampliação de escolas em tempo integral, aumentar o valor do programa Bolsa Estudo em 50%, bem como a oferta de cursos profissionalizantes, a segurança nas escolas, melhorar o atendimento social aos estudantes de mais. 

Gustavo Mendanha

No plano de Gustavo Mendanha (Patriota), consta o enfrentamento ao abandono escolar, o aprimoramento do programa de bolsas para estudantes vulneráveis, a ampliação e qualificação da inclusão digital para alunos e professores e a implantação de sistema híbrido de ensino para complementar o ensino presencial. Ele também pretende reaproveitar espaços ociosos de escolas estaduais, criar um programa de redistribuição de financiamento educacional autônomo, além de valorizar os profissionais do segmento. Mendanha propõe, ainda, apoiar os municípios para expandir a oferta de vagas em creches, pré-escolas e no ensino fundamental, e, no ensino médio, ampliar as unidades existentes e a quantidade de escolas militares, dentre outras coisas.

Wolmir Amado 

Segundo o plano de Wolmir Amado (PT), estão previstos para educação: garantir educação pública integral e de qualidade e a defesa da educação voltada para o desenvolvimento das pessoas e do Estado. Ele também defende “a valorização da pesquisa em Goiás, estabelecendo um novo papel institucional para a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeg)”.

Professora Helga

Helga Martins (PCB), por sua vez, quer a estatização plena de todo o sistema educacional público do Estado, a adoção de  políticas de parceria e apoio à estruturação, fortalecimento e consolidação dos dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, presentes no estado de Goiás (IFG e IFGoiano), o fortalecimento da UEG com vinculação orçamentária de 5% do ICMS e concurso público, a implementação de política de segurança alimentar e nutricional em toda a rede pública, criação de institutos estaduais, valorização de servidores e mais. 

Edigar Diniz

Edigar Diniz (Novo) propõe a criação de um grande pacto pela educação básica com vereadores, prefeitos, deputados e sociedade; além de aumentar o peso dos resultados da educação na definição dos recursos de repasse às prefeituras. No ensino médio, competência estadual, especializar diretores e professores com projetos e treinamento e extensão (e recompensar), investir em português e matemática por meio de reforço no contraturno, dobrar a oferta de vagas em cursos profissionalizantes, além de, a nível superior, ampliar e aprimorar a atuação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), etc.

Cíntia Dias

A candidata Cíntia Dias (PSOL) defende a retomada dos concursos públicos para a educação. No tópico “do combate à fome e à carestia”, ela propõe “a reorientação das políticas sociais e econômicas para o combate as estruturas de desenvolvimento desigual, tem como ponto de partida, o combate à fome e ao desemprego, criando as condições sociais para a garantia de acesso aos bens públicos como educação, saúde, transporte e segurança pública (entre outros) com qualidade e de acordo com as necessidades da ampla maioria de nosso povo”.

Professor Pantaleão

Candidato ao governo pela UP, Reinaldo Pantaleão quer a realização de concursos públicos, a efetivação de um plano estadual para Escola Básica Integral e a desmilitarização dos colégios estaduais. Ele defende, ainda, a reestruturação da UEG com mais investimentos, a ampliação de instituições de pesquisa, garantias de creche e educação infantil em tempo integral, bem como a promoção do ensino da Língua Brasileira de Sinais em escolas estaduais, ampliação da rede de Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliação e melhoramento das Escolas Rurais, promoção de educação sexual nas escolas e mais.

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