Iris enaltece luta das mulheres

Prefeito participou de evento ontem no Paço em que foi lançada a cartilha educativa “Toda mulher tem o direito de viver sem violência”

Postado em: 19-04-2018 às 06h00
Por: Sheyla Sousa
Prefeito participou de evento ontem no Paço em que foi lançada a cartilha educativa “Toda mulher tem o direito de viver sem violência”

Lucas de Godoi*

Continua após a publicidade

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, afirmou ter orgulho da luta empenhada pelas mulheres no desenvolvimento da sociedade. A declaração foi feita nesta quarta-feira, ao participava do lançamento de uma cartilha educativa, que visa minimizar os abusos contra a mulher. O evento foi realizado no auditório do Paço Municipal para apresentar o material desenvolvido pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), com o patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF).

Com o tema “Toda mulher tem o direito de viver sem violência”, a cartilha será distribuída pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e visa explicar a importância da denúncia, que pode ser realizada pelo número 180. 

“Acompanhei, ao longo dos meus 60 anos de vida pública, a evolução das conquistas das mulheres. Tenho muito orgulho desta luta necessária para o desenvolvimento da nossa sociedade, que ainda tem um longo caminho pela frente nesse quesito”, relatou Iris Rezende, ao lado da primeira-dama do município, Iris de Araújo, vereadoras e auxiliares. Para ele, a luta em defesa da igualdade deve ser constante.

O prefeito lembrou ainda que por acreditar na luta das mulheres, criou a Delegacia da Mulher e o Batalhão Feminino da Polícia Militar do Estado de Goiás. “Sempre acreditei na importância do espaço feminino na política e na gestão pública. Caminhamos muito, mas quero hoje dizer que vocês podem contar comigo para continuar nesta caminhada. A luta do respeito à mulher em todas as esferas é nossa. Não desistam! Não se acomodem! E vamos juntos”, afirmou.

A primeira-dama Íris de Araújo disse que a cartilha é extremamente didática e tem a possibilidade de chegar ao seu objetivo, que segundo ela, é explicar a importância de denunciar casos de violência doméstica vivenciados por mulheres. “Os números ainda são alarmantes e é muito importante a divulgação dessas informações contidas na cartilha, sobretudo das explicações de como denunciar essa prática inaceitável e que é uma realidade em diversos lares”, pontuou.

A titular da SMPM, Célia Valadão, citou que foram impressos 10 mil exemplares, custeados pela Caixa Econômica Federal. O material será utilizado em diversas ações realizadas pela pasta. “Vários são os atendimentos às mulheres de Goiânia e a nossa meta é atingir o maior número de mulheres que sofrem qualquer tipo de violência”, lembrou sobre o trabalho da secretaria, mencionando que esse conteúdo servirá para ajudar as mulheres que precisam de apoio e também para conscientizar a população da capital. 

Sobre a iniciativa, o superintendente de Negócios da Caixa, Wellington Ferreira, disse que a instituição financeira não titubeou em participar do projeto, uma vez que a instituição, de acordo com ele, é bastante preocupada com o tema tratado na cartilha. “A administração municipal pode contar com a Caixa e nós vamos ajudar na divulgação da cartilha e, claro, do número de denúncias: o 180”, concluiu.

 

Projeto mira a violência doméstica 

A Câmara de Goiânia aprovou ontem, em última votação, projeto de lei do vereador Cabo Senna que inclui no calendário oficial de eventos da cidade a campanha “Quebrando o Silêncio”. O evento, promovido por uma igreja, servirá para prevenir sobre a violência contra as mulheres. 

A campanha é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica, onde as crianças, as mulheres e os idosos são as principais vítimas. Além de prevenir, o evento pretende combater as diferentes formas de violência, além de orientar as vítimas na busca de ajuda dos órgãos competentes, quebrando assim, o ciclo. A violência doméstica é nutrida pela ignorância, portanto, a solução para o problema passa pela denúncia, é preciso torná-la pública, justifica.

Nossa intenção, diz o vereador, é “conscientizar a população em geral,  formando um padrão cultural de que a violência na família é inaceitável”.  (Especial para O Hoje) 

Veja Também