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Manifestações
12/01/2018 | 15h40
Contra visita do papa, nunciatura do Chile é ocupada e igrejas são atacadas
Desconhecidos atearam foto na porta da Paróquia Santa Isabel de Hungría provocando um incêndio que foi controlado pelos bombeiros

Representantes do movimento de pessoas em risco de desalojamento ocuparam a sede da Nunciatura Apostólica do Chile nesta sexta-feira (12) em protesto pelos gastos com a organização da visita do papa Francisco ao país, que começa na próxima segunda-feira (15). As informações são da EFE. A ação durou poucos minutos e o grupo foi retirado pela Polícia.

Membros da Associação Nacional de Devedores Habitacionais (Andha), liderados pela ex-candidata à presidência Roxana Miranda, entraram no prédio que hospedará o pontífice durante o período em que ficará em Santiago. 

"Temos a sede papal tomada. Não concordamos com os milhões que estão sendo gastos para trazer o papa. Isso não se trata de fé, nem de religião, se trata da quantidade de recursos que estão sendo usados", disse durante a invasão, conforme vídeo postado no Twitter.

O orçamento para a visita do pontífice ao Chile, segundo o site da organização oficial, é de, aproximadamente, US$ 6 milhões (quase R$ 20 milhões) pelos três dias de peregrinação pelas cidades de Santiago, Temuco e Iquique.

A Andha é um partido político anticapitalista constituído em 2015 e legalizado em 2016 que surgiu no seio do movimento dos devedores de moradias. Roxana Miranda chegou a concorrer à presidência do país nas eleições de 2013, quando Michelle Bachelet venceu.

Ataques a Igrejas

A ocupação da sede da Nunciatura Apostólica se dá em meio a movimentos de rejeição à visita do papa, algumas de caráter violento, como o lançamento de bombas e objetos incendiários em pelo menos quatro igrejas durante a madrugada e a manhã de hoje, em diferentes pontos de Santiago.

Em três ações as igrejas sofreram danos principalmente em portas e fachadas. O quarto ataque foi controlada pela Polícia. Os autores também espalharam panfletos com frases políticas contra a viagem do Papa.

Em entrevista a uma rádio local nesta manhã, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, considerou o fato incomum.

"Sabemos que sempre haverá um grupo ou outro, mas isto é muito estranho, porque não é algo que possamos identificar como sendo de um grupo específico. Na democracia as pessoas podem se expressar, mas sempre de maneira pacífica e adequada", afirmou.

Na região chamada Estação Central, a Igreja de Santa Isabel de Hungria foi atacada. Lá, desconhecidos lançaram um pano embebido em combustível na direção da entrada e depois atearam fogo. A porta ficou completamente queimada, mas o Corpo de Bombeiros conseguiu impedir que as chamas se alastrassem.

"Liberdade a todos os presos políticos do mundo. Wallmapu (território mapuche) livre. Autonomia e resistência. Papa Francisco, as próximas bombas serão na sua batina", diziam os panfletos deixados no local.

Fernando Ibáñez, o padre que mora na paróquia, disse a uma rádio chilena que, horas antes, alguns jovens passaram pela igreja falando frases ofensivas, mas ele não imaginou que um ataque do tipo pudesse acontecer.

Na Recoleta, outro ataque afetou a Paróquia Emanuel dos Santos Apóstolos. Às 3h, no horário local (5h em Brasília), indivíduos não identificados lançaram uma bomba que destruiu a porta e algumas janelas.

Em Peñalolén, um ataque similar atingiu a Capela Cristo Vencedor, onde desconhecidos explodiram uma bomba que causou poucos danos. A Polícia encontrou no lugar um extintor e uma embalagem plástica que estão sendo periciados. Nessa igreja não havia panfletos.

No Santuário de Cristo Pobre, que fica perto da estação de metrô Quinta Normal e do Museu Nacional de História Natural, a Polícia neutralizou uma vasilha com combustível deixada na entrada do templo. Na parede, os autores escreveram: "Para o papa 10 bilhões e os pobres morremos nas cidades".

O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, foi aos locais atacados e disse que abrirá processos contra todos os responsáveis. Ele informou que as ações são parecidas, mas não necessariamente estão relacionadas. Segundo o político, depois dos atos de hoje, será preciso reforçar a segurança no trajeto que o pontífice fará e nas regiões a serem visitadas.

Fonte: Agência Brasil

Foto: reprodução 

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