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Justiça do Paraguai nega prisão domiciliar a Ronaldinho por não possuir imóvel no país

Postado em: 10-03-2020 às 15h40
O juiz responsável também ressaltou o risco do ex-jogador deixar o país antes da conclusão da investigação - Foto: Reprodução

Da Redação*

A Justiça do Paraguai negou nesta terça-feira (10) o pedido de transferência para prisão domiciliar do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão e empresário, Roberto de Assis Moreira. Segundo o jornal ABC Color, o juiz Gustavo Amarilla alegou que os brasileiros não comprovaram possuir um imóvel no país que sirva como garantia da fiança. E que há o risco de os dois deixarem o Paraguai antes da conclusão da investigação.

Ronaldinho e Assis permanecerão presos em caráter preventivo em uma cela especial da Polícia Nacional, em Assunção, onde estão desde a última sexta-feira (6), acusados de uso de documentos adulterados. O ex-jogador e seu irmão chegaram ao Paraguai na manhã da última quarta-feira (4). Embora cidadãos brasileiros possam ingressar no país vizinho apenas apresentando o documento de identidade brasileiro, Ronaldinho e Assis entregaram aos agentes da imigração um passaporte paraguaio preenchido com seus dados pessoais, como se fossem cidadãos naturalizados paraguaios.

Apesar de estranharem o fato, os agentes autorizaram o ingresso da dupla. Horas mais tarde, os dois foram alvos de uma operação que levou promotores do Ministério Público e policiais a vasculharem os quartos do resort em que Ronaldinho e Assis estavam hospedados e apreenderem os documentos adulterados.

Na quinta-feira (5), promotores da Unidade Especializada em Crime Organizado, do MP paraguaio, propuseram que o ex-jogador de futebol e seu empresário fossem liberados por estarem colaborando com as investigações. Com base nisto, Ronaldinho e Assis prestaram novos depoimentos na sexta-feira (6), já preparados a deixar o país. Mas, após cerca de seis horas de audiência, o juiz Mirko Valinotti indeferiu o argumento do MP, estabelecendo um prazo de dez dias para que os promotores responsáveis pelo caso reavaliassem a situação.

O Ministério Público, então, voltou atrás em sua manifestação. Um novo promotor, Osmar Legal, da Unidade Especializada em Delitos Econômicos, foi designado para o caso e, ainda na sexta-feira (6), recomendou que Ronaldinho e Assis fossem presos em caráter preventivo. Detidos, os dois brasileiros estão desde então em uma cela especial da Polícia Nacional, em Assunção.

 *Com informações Agência Brasil

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