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Política
Delação
19/05/2017 | 16h25
Lula e Dilma receberam proprina de 150 milhões de dólares em contas no exterior
O pagamento de propina era feito por meio de negociações no BNDES e no fundo Petros

Em delação premiada à Operação Lava Jato, o empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud revelou que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam de duas contas-correntes no exterior com US$ 150 milhões de propina da JBS. O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma. Esse saldo teria sido gasto integralmente na campanha presidencial de 2014.

O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que Guido Mantega, ex-ministro da Fazendo, era o responsável pela interlocução dos pagamentos nos esquemas criminosos do banco estatal e de fundos de pensão. Foi por ordem de Mantega que Joesley abriu as contas para depositar as proprinas destinadas a Lula e Dilma. 

“Os saldos das contas vinculadas a Lula e Dilma eram formados pelos ajustes sucessivos de propina do esquema BNDES e do esquema-gêmeo, que funcionava no âmbito dos fundos Petros e Funcef. Esses saldos somavam, em 2014, cerca de 150 milhões de dólares”, afirmou o empresário na delação.


Também são implicados como recebedores e articuladores de propina outros quadros do PT como o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, os ex-ministros Antonio Palloci e Guido Mantega, e o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto. 

A defesa de Dilma ainda não se manifestou sobre as denúncias, mas a ex-presidente têm negado envolvimento em ilícitos apurados pela Operação Lava-Jato. Os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, divulgaram nota rebatendo as acusações, alegando que "as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados". 

Leia a íntegra da nota da defesa de Lula abaixo:

Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos û bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.

A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira 

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