Guerra

Corte Internacional de Justiça nega solicitação da África do Sul contra ofensiva de Israel em Rafah

A Corte Internacional de Justiça (CIJ) decidiu, na última sexta-feira (16), que medidas atuais são suficientes para Faixa de Gaza

Isadora Mirandapor Isadora Miranda em 17 de fevereiro de 2024
Corte Internacional de Justiça nega solicitação da África do Sul contra ofensiva de Israel em Rafah
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) decidiu

Na última sexta-feira (16), a Corte Internacional de Justiça (CIJ) anunciou a decisão de que a “situação perigosa” na Faixa de Gaza não requer medidas provisórias adicionais além das já em vigor. A determinação veio como resposta a um pedido urgente da África do Sul, que buscava pressionar, de maneira legal, Israel, a fim de que o país não lançasse uma ofensiva contra Rafah, cidade conhecida como último refúgio dos palestinos em Gaza.

“A perigosa situação exige a aplicação imediata e efetiva das medidas temporárias indicadas pela Corte […] e não exige […] medidas temporárias adicionais”, afirma comunicado da CIJ.

Em 26 de janeiro, a CIJ havia ordenado a Israel que “tomasse todas as medidas” para limitar a morte e a destruição em sua campanha militar, prevenir e punir o incitamento ao genocídio, e garantir o acesso à ajuda humanitária, em resposta a acusações de genocídio que Israel negou.

Os advogados israelenses argumentaram que as medidas já impostas eram suficientes, posição que foi apoiada pela CIJ, ressaltando a necessidade de Israel cumprir suas obrigações sob a Convenção do Genocídio. Em sua decisão, a CIJ enfatizou que o Estado de Israel continua obrigado a garantir a segurança dos palestinos na Faixa de Gaza.Em resposta ao último pedido urgente à CIJ, Israel acusou a África do Sul de tentar negar seu direito legítimo de defesa própria e de seus cidadãos.

Vítimas

Segundo o movimento islamista palestino, até o momento, foram contabilizadas 28.775 mortes em decorrência da ofensiva militar israelense em Gaza. Além disso, em concordância com dados do governo israelense, os ataques do Hamas deixaram 1.160 mortos.

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