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domingo, 11 de janeiro de 2026
Eleições 2026

Pesquisa que mostra Lula desgastado entusiasma Tarcísio na disputa pela presidência

Aliados do governador de São Paulo afirmam que o republicano ‘topa 100% a empreitada’  

Raunner Vinicius Soarespor Raunner Vinicius Soares em 18 de fevereiro de 2025
Tarcísio de Freitas
“Outros candidatos de centro-direita, também, chegam para o páreo”, diz o cientista político

Após pesquisa que expõe desgaste do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se anima para disputar a presidência do Brasil. No entanto, impõe uma condição: que o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), o apoie explicitamente. A revelação foi feita nesta segunda-feira (17) e promete impactar o cenário das eleições de 2026. Em entrevista especial ao Jornal O Hoje, o cientista político, Guilherme Carvalho, destaca que é um candidato do perfil do Tarcísio que pode se destacar na próxima eleição.   

No início deste mês, o mandatário disse que não seria candidato a cargos federais, comunicou à imprensa que está focado nas questões do estado. Cerca de quinze dias depois, aliados do governador de São Paulo afirmam que o republicano ‘topa 100% a empreitada’. O cientista político esclarece que isso na política é normal, “a política vive dessas sazonalidades, por isso que é interessante apontar que o candidato de 2026 pode não ter se apresentado ainda”.   

“Tudo depende muito do humor do momento, depende da avaliação do governo. Se a eleição fosse hoje, estaria tendente para um candidato de direita, com um discurso mais austero. Que era o motivo pelo qual muitas pessoas de centro acabaram votando no Lula. Que dizia que ‘iria fazer uma arrumação na economia’ ao mesmo tempo que ‘iria resolver o problema social’. O problema é que ele não está conseguindo atingir nem um nem outro dos objetivos, e isso abre espaço novamente para um discurso austero, como tivemos após o impeachment da Dilma”, explica. 

Leia mais: Popularidade de Lula cai a 24%, menor índice de todos seus mandatos

Carvalho salienta que “é um candidato do perfil do Tarcísio, por exemplo, larga muito na frente. Outros candidatos de centro-direita, também, chegam para o páreo. Então, vejo que o cenário ainda precisa se configurar, mas também nada impede que o governo tome alguma medida nos próximos dias que venha a alavancar novamente a popularidade do Lula e reverter esse cenário. Está tudo muito instável nesse momento”.  

De acordo com informações oficiais, Tarcísio Gomes de Freitas nasceu no Rio de Janeiro e, atualmente, tem 49 anos. Bacharelou-se em ciências militares pela Academia Militar de Agulhas Negras (AMAN) no ano de 1996 e passou a atuar como oficial do Exército, na arma de engenharia. Ficou no posto até 2002, quando concluiu a graduação em engenharia civil, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). A partir de então, tornou-se engenheiro do Exército. Portanto, tem formação militar, é relativamente jovem para o cargo e tem um perfil mais técnico.  

Em agosto de 2011, foi nomeado diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), diretamente subordinado ao diretor-geral, general Jorge Fraxe. Sua nomeação para o DNIT ocorreu no contexto da chamada “faxina ética” promovida durante o governo da então presidenta Dilma Rousseff, quando alguns ministros foram substituídos por suspeitas de corrupção. Assumiu em setembro de 2014 a função de diretor-geral do DNIT. Ficou no posto até janeiro de 2015, quando foi nomeado consultor legislativo à Câmara dos Deputados para a área de desenvolvimento urbano, trânsito e transportes.  

De julho de 2016 a dezembro de 2018, foi secretário de coordenação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ligado à Presidência da República, que tem como objetivo a interação entre o Estado e a iniciativa privada em parcerias de investimentos em projetos de infraestrutura e de desestatização. Em dezembro de 2018, foi nomeado ministro da Infraestrutura pelo então presidente Jair Bolsonaro e ficou no cargo até o início de 2022.  

Por fim, filiou-se ao Republicanos em março de 2022. Se licenciou do cargo para concorrer ao governo do estado de SP. Foi eleito para o primeiro mandato à frente do estado mais rico do país, com 13.480.643 votos, o equivalente a 55,27% dos votos válidos. 

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