segunda-feira, 22 de junho de 2026
OPERAÇÃO PICADEIRO

Polícia Civil investiga repasse irregular de R$ 1,8 milhão para ONGs de fachada em Goiás

Três políticos são suspeitos de envolvimento no esquema; polícia encontrou esmeraldas durante buscas e apura fraudes em contratos para eventos culturais

Caroline Gonçalvespor Caroline Gonçalves em 31 de julho de 2025
Polícia Civil investiga repasse irregular de R$ 1,8 milhão para ONGs de fachada em Goiás
Polícia Civil investiga ONGS por uso ilegal de verbas públicas Foto: Divulgação/PC

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), realizou nesta quinta-feira (31) a Operação Picadeiro. A ação investiga possíveis irregularidades no repasse de R$ 1,8 milhão em emendas parlamentares para organizações não governamentais (ONGs).

Três nomes ligados à política são suspeitos de envolvimento no esquema: o ex-secretário de Cultura de Goiânia Zander Fábio, o ex-vereador Leandro Sena (SD) e o vereador em exercício Sargento Novandir (MDB). Durante uma busca na casa de Zander Fábio, a polícia encontrou esmeraldas.

As investigações indicam que duas ONGs de fachada foram favorecidas com contratos para realizar eventos circenses e atividades culturais. Juntas, essas entidades receberam cerca de R$ 1,8 milhão. Porém, segundo a polícia, essas ONGs não funcionavam nos endereços informados, não tinham experiência comprovada, faltava estrutura técnica e os responsáveis pertenciam ao mesmo grupo familiar ou econômico.

Mesmo sendo entidades diferentes no papel, a Polícia Civil afirma que elas pertencem ao mesmo grupo e não tinham condições de realizar os projetos propostos.

As emendas que permitiram os repasses foram apresentadas por Leandro Sena(SD) e Sargento Novandir (MDB), ambos com histórico de atuação na área cultural. Zander Fábio, que era secretário de Cultura na época, teria aprovado e acompanhado o processo que levou aos pagamentos suspeitos.

Até o momento, a única emenda confirmada como paga foi a de Leandro Sena, em 2024, a informação está no site da própria instituição.

A Polícia Civil não divulgou oficialmente os nomes dos investigados, mas confirmou os nomes e que os envolvidos podem responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e fraude na execução de convênios .

O HOJE entrou em contato com o Leandro Sena (SD) e o Sargento Novandir (MDB), mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

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