Novo processo de R$ 66 mil contra Caio Castro pede bloqueio de bens e aponta suposta ligação com construtora; entenda
Engenheiro afirma ter sido prejudicado e cita ator como sócio oculto em ação que também envolve outros três nomes
O ator Caio Castro, que já respondia a uma ação judicial envolvendo a construtora Nossolar Incorporação de Imóveis, voltou a ser alvo de acusações semelhantes. Um novo processo foi protocolado na Justiça, desta vez com pedido de bloqueio de bens do artista.
A ação foi movida pelo engenheiro civil Lucas Pereira Simões, que afirma ter sofrido prejuízos relacionados a um empreendimento da Nossolar. Segundo Simões, Caio Castro teria participação como sócio oculto na empresa, ao lado de três sócios oficiais, e deveria ser responsabilizado pelo caso. O valor cobrado gira em torno de R$ 66 mil.
O engenheiro se soma a um casal que já havia acionado judicialmente o ator e a construtora, apontando suposta ligação direta de Caio com a companhia. A Nossolar é responsável por um conjunto residencial que, de acordo com as alegações dos autores das ações, não teve sua incorporação registrada em cartório — etapa legal exigida para garantir segurança jurídica na execução e comercialização do empreendimento.
Alegações e provas apresentadas
Nos autos, o engenheiro incluiu reportagens e conteúdos de mídia que mencionam o nome de Caio Castro em associação à Nossolar. De acordo com a petição, o material serviria para reforçar a acusação de que o ator teria relação societária, ainda que não oficializada, com a empresa.
As ações movidas até o momento contra a construtora e seus supostos representantes citam que a ausência de registro de incorporação inviabiliza a regularidade jurídica do empreendimento e expõe compradores a riscos contratuais.
Em decisão recente, o Judiciário concedeu liminar que proíbe a venda de unidades ainda não comercializadas do residencial sem que os potenciais compradores sejam informados da existência do processo. A medida busca evitar novas negociações até que a disputa seja analisada de forma definitiva.
O pedido de bloqueio de bens apresentado por Lucas Pereira Simões pretende garantir que, em caso de vitória na Justiça, haja recursos suficientes para o cumprimento de eventual indenização.
Trâmite judicial e próximos passos
O juiz responsável pelo caso determinou que todos os citados, incluindo Caio Castro, sejam intimados para apresentar defesa antes de avaliar novas medidas, como o bloqueio de bens.
Até o momento, não há decisão final sobre a participação ou não do ator na empresa, tampouco sobre o mérito das acusações feitas pelos autores das ações.
A Nossolar Incorporação de Imóveis e os envolvidos ainda não se manifestaram publicamente sobre o novo processo. Também não foram localizadas declarações de Caio Castro a respeito das acusações presentes nos autos.
Segundo informações processuais, os dois casos contra o ator e a construtora tramitam em varas cíveis, com pedidos semelhantes relacionados a supostos prejuízos de compradores e investidores do empreendimento. A Justiça deverá unificar ou manter os processos separados, conforme análise de conexão entre as demandas.
A inclusão de documentos de mídia e registros públicos no processo faz parte da estratégia de acusação, que busca demonstrar vínculo do ator com a construtora. Entre os elementos apresentados, estão imagens e reportagens de eventos ligados à empresa, além de menções a participações em lançamentos de empreendimentos.
A nova ação amplia o cerco judicial em torno da Nossolar e de seus representantes, trazendo mais um autor a reivindicar ressarcimento por supostos danos financeiros.
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