Risco

Governo faz alerta sobre venda de whey protein falsificado após casos de metanol em bebidas

Notificação foi enviada a Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee para suspender a venda de whey

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 10 de novembro de 2025
Governo faz alerta sobre venda de whey protein falsificado após casos de metanol em bebidas
Governo alerta para venda de whey protein falsificado em plataformas online. Foto: Divulgação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou, nesta segunda-feira (10/11), grandes plataformas de comércio eletrônico para suspenderem a venda do suplemento “Whey Gourmet”, suspeito de falsificação. A medida foi tomada após denúncia do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) sobre a comercialização irregular do produto em sites de grande alcance nacional.

A ação é coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao ministério. As empresas notificadas foram Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee, que receberam determinação para retirar imediatamente os anúncios do ar. O governo justificou a decisão citando o risco potencial à saúde do consumidor e a ausência de comprovação da origem dos produtos.

Denúncia e investigação

A denúncia foi apresentada por Felipe Carreras em 6 de novembro, durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados. O parlamentar afirmou que, mesmo após operações de fiscalização, suplementos adulterados continuavam sendo vendidos livremente nas plataformas.

Segundo ele, a permanência desses produtos no mercado representa um risco semelhante ao dos casos recentes de contaminação por metanol em bebidas alcoólicas. “Há produtos falsificados sendo comercializados em grande escala, com rótulos e embalagens irregulares, sem registro na Vigilância Sanitária”, alertou Carreras.

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Governo notifica plataformas por venda de whey protein falsificado. Foto: Divulgação

Operação contra falsificação de whey

A investigação sobre o caso começou após uma operação da Polícia Civil de Americana (SP), realizada em setembro, que apreendeu quatro toneladas de suplementos falsos, incluindo whey protein e creatina. Os agentes identificaram falsificação de rótulos, reembalagem irregular de insumos e ausência de certificação sanitária.

De acordo com a Senacon, a comercialização de produtos sem registro ou com composição adulterada viola o Código de Defesa do Consumidor. As plataformas notificadas devem comprovar, no prazo determinado, as medidas adotadas para suspender as vendas e evitar novas publicações de anúncios do produto.

Risco e medidas de prevenção

A pasta reforçou que consumidores devem verificar a procedência dos suplementos antes da compra, observando o número de registro junto à Anvisa e a integridade das embalagens. Além disso, o governo informou que novas ações conjuntas com órgãos de vigilância estão previstas para ampliar a fiscalização de suplementos vendidos pela internet.

Por fim, o Ministério da Justiça destacou que a retirada dos produtos suspeitos é preventiva e visa evitar a exposição da população a riscos sanitários. O caso permanece sob acompanhamento da Senacon e da Polícia Civil paulista.

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