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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Ministério da Justiça

Posse do novo ministro da Justiça ocorre hoje em evento reservado

Cerimônia discreta terá participação de Lewandowski e autoridades do governo que corre contra o tempo na agenda da segurança

Paula Costapor Paula Costa em 15 de janeiro de 2026
Ministério da Justiça
“Entrar de cabeça” e entregar resultados rápidos: essa é a missão, diz novo ministro da Justiça, Wellington César. Crédito: Reprodução/Rede Social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará posse nesta quinta-feira, (15), ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em cerimônia administrativa fechada, marcada para as 15h30, no Palácio do Planalto. O ato contará também com a presença do agora ex-ministro Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo por motivos pessoais e familiares. O tema segurança deve dominar o debate eleitoral e exige respostas imediatas do governo.

Confirmado por Lula na terça-feira (13), Wellington César assume a pasta apenas dois dias após o convite presidencial. A opção por um evento reservado atende ao pedido do próprio novo ministro e sinaliza a tentativa do governo de reduzir ruídos políticos na transição, em um ano de calendário eleitoral sensível.

Jurista com trajetória no Ministério Público da Bahia, Wellington César foi promotor de Justiça e procurador-geral do estado. Sua indicação contou com o respaldo da ala baiana do governo, especialmente do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), e foi bem recebida por quadros técnicos do ministério, que destacam sua capacidade de articulação e abertura a propostas de reestruturação interna.

Antes de chegar ao Ministério da Justiça, o novo titular ocupava o cargo de advogado-geral da Petrobras, função que reforçou sua atuação na interface entre o Executivo e temas jurídicos estratégicos. No governo, a avaliação é de que sua experiência contribui para fortalecer a coordenação institucional da pasta.

Com a nomeação, Lula descartou definitivamente a criação de um Ministério da Segurança Pública separado, ideia que havia sido cogitada após a saída de Lewandowski. A orientação agora é otimizar a estrutura existente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mantendo a centralização das políticas na área.

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