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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Disputa Interna

Valdemar tenta convencer Caroline De Toni a recuar da candidatura

Cúpula do PL ofereceu à deputada Caroline De Toni a vaga de vice para evitar sua candidatura ao Senado em 2026. A estratégia envolve alianças com o PP e pode resultar em intervenção no diretório de Santa Catarina

Paula Costapor Paula Costa em 4 de fevereiro de 2026
Valdemar Neto
Valdemar Costa Neto ofereceu à deputada Caroline De Toni a vaga de vice em Santa Catarina para tentar barrar sua candidatura ao Senado. Crédito: Reprodução/ Rede Social.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ofereceu à deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) a vaga de vice na chapa do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), como alternativa para que ela desistisse da disputa ao Senado nas eleições de 2026. A proposta foi apresentada em reunião realizada na terça-feira (3), na capital federal, e integra um acordo político mais amplo entre o PL e o PP.

Segundo interlocutores, além da vaga de vice-governadora, Valdemar também prometeu à parlamentar a liderança da bancada do partido na Câmara dos Deputados em 2027, caso ela opte por disputar a reeleição. A estratégia faz parte de um esforço da direção nacional para reorganizar as candidaturas nos principais estados e fortalecer alianças regionais.

Na conversa, o dirigente argumentou que o PL precisa reservar uma das vagas ao Senado na chapa catarinense para o senador Esperidião Amin (PP-SC), em cumprimento ao acordo firmado entre as siglas. A segunda vaga, segundo ele, estaria destinada a Carlos Bolsonaro (PL-RJ), aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O movimento em Santa Catarina ocorre paralelamente às articulações do partido em São Paulo. Valdemar afirmou que a legenda pretende atuar diretamente na composição da chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição em 2026. O nome defendido pelo PL para a vice é o do presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL).

Apesar da pressão partidária, o presidente da sigla reconheceu que a definição do vice em São Paulo é prerrogativa do governador. Atualmente, o cargo é ocupado por Felício Ramuth (PSD), aliado do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.

As negociações integram um pacto político mais amplo entre PL e PP, que também envolve o Rio Grande do Sul. Na terça-feira (3), o PP rompeu com o governador Eduardo Leite (PSD) e anunciou aliança com o PL no estado, reforçando o redesenho das forças políticas para 2026.

De acordo com fontes partidárias, Caroline De Toni recusou as propostas apresentadas. A deputada deve se reunir novamente com Valdemar Costa Neto e Jorginho Mello nesta quarta-feira (4), em Brasília, para tentar preservar sua candidatura ao Senado.

Nos bastidores, o presidente do PL indicou que poderá intervir no diretório estadual em Santa Catarina caso não haja acordo, com o objetivo de assegurar a vaga de Esperidião Amin na chapa governista. A possibilidade de intervenção ampliou a tensão interna e intensificou a disputa pelo controle das candidaturas no estado.

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