Defesa aponta agravamento na saúde e pressiona STF por prisão domiciliar de Bolsonaro
Advogados citam crises de soluço e episódios de vômito, cobram laudo da Polícia Federal e pedem avaliação urgente para mudança no regime de prisão
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou, nesta quarta-feira (4), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes a concessão de prisão domiciliar, alegando agravamento no estado de saúde do ex-mandatário. O pedido foi protocolado no âmbito dos processos em tramitação no STF.
Na petição encaminhada à Corte, os advogados afirmam que Bolsonaro apresentou piora clínica nos últimos dias, com episódios de vômito e crises intensas de soluços. Segundo a defesa, o quadro compromete o bem-estar do ex-presidente e demanda acompanhamento médico contínuo.
Diante da situação, os representantes legais pedem que a Superintendência da Polícia Federal seja intimada, em caráter de urgência, para anexar aos autos o laudo pericial sobre as condições de saúde do ex-capitão. O objetivo é permitir que o assistente técnico da defesa emita um parecer detalhado sobre o caso.
A perícia deverá avaliar se a estrutura da unidade prisional onde Bolsonaro se encontra oferece condições adequadas para o tratamento necessário ou se há necessidade de transferência para um hospital do sistema penitenciário.
O ministro Alexandre de Moraes havia fixado o prazo de dez dias para a conclusão do laudo. No entanto, a equipe responsável solicitou mais tempo, alegando dificuldades para acessar documentos médicos e informações sobre o histórico clínico do ex-presidente.
O pedido de prisão domiciliar se insere no contexto das estratégias da defesa para flexibilizar as medidas restritivas impostas ao ex-mandatário, em meio ao avanço dos processos que envolvem sua atuação política e institucional.