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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Determinação da Cúpula

PL descarta De Toni e aposta em Carlos Bolsonaro para o Senado

A decisão foi comunicada em reunião com Valdemar Costa Neto e contraria o apoio sinalizado pelo governador Jorginho Mello. Sem espaço na chapa, a deputada avalia novas siglas e reconfigura o cenário eleitoral no estado

Paula Costapor Paula Costa em 5 de fevereiro de 2026
Carol De Toni
A deputada Caroline De Toni decidiu deixar o PL após a cúpula do partido priorizar o nome de Carlos Bolsonaro para o Senado. Crédito: Agência Câmara.

A deputada federal Caroline De Toni decidiu deixar o Partido Liberal (PL) após reunião realizada na quarta-feira (4), em Brasília, com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, na qual foi informada de que não integrará o projeto do partido para o Senado em Santa Catarina nas eleições de 2026. A mudança ocorre após a direção nacional definir apoio à candidatura do vereador Carlos Bolsonaro e à federação União Brasil–PP.

A reconfiguração da estratégia eleitoral envolve duas decisões centrais: a reserva de uma das vagas ao Senado para Carlos Bolsonaro e a cessão da outra à federação formada por União Brasil e Progressistas. Com isso, a Executiva Nacional descartou a formação de uma chapa exclusivamente do PL no estado.

Na tentativa de acomodar a deputada, Valdemar Costa Neto apresentou alternativas, como a possibilidade de disputar a vice-governadoria ou permanecer na Câmara dos Deputados com perspectiva de assumir liderança futura da bancada. As propostas, no entanto, foram rejeitadas por De Toni, que passou a buscar novas legendas, mantendo conversas iniciais com Republicanos e Avante.

A decisão da cúpula nacional entrou em choque com o discurso do comando estadual. O governador de Santa Catarina e presidente estadual do PL, Jorginho Mello, havia sinalizado apoio à deputada para a disputa ao Senado. Nos bastidores, porém, prevaleceu a articulação com a federação, conduzida pelos presidentes Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), que condicionaram alianças estaduais à garantia de espaço na chapa majoritária.

Com a saída de De Toni do cenário, o novo arranjo favorece o senador Esperidião Amin como principal nome da federação para o Senado. A movimentação também impacta a disputa pelo governo estadual. O coordenador da federação em Santa Catarina, Fábio Schiochet, afirmou que o PL tem prazo até o fim de fevereiro para concluir sua definição.

Sem consenso interno, União Brasil e PP avaliam apoiar o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do PSD, como alternativa ao projeto eleitoral do PL no estado, ampliando as incertezas sobre o desenho das alianças para 2026.

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