domingo, 13 de setembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

49% desaprovam Lula e 45% aprovam, diz pesquisa Quaest

Levantamento mostra empate técnico e variações em grupos específicos do eleitorado

Thais Munizpor em
lula
Foto: Ricardo Stuckert/SECOM

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) indica que 49% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45% aprovam a atuação do chefe do Executivo. Outros 6% afirmaram não saber ou preferiram não responder. Os resultados apontam empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O índice de desaprovação segue no mesmo patamar registrado desde o último trimestre de 2025. Em outubro, o percentual era de 49%, subiu para 50% em novembro e retornou a 49% em dezembro e janeiro. Na rodada atual, o número se mantém estável. Já a taxa de aprovação apresentou oscilação ao longo dos últimos meses: era de 48% em outubro, caiu para 47% em novembro, voltou a 48% em dezembro, recuou para 47% em janeiro e chegou a 45% agora.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dados mostram um cenário de divisão na opinião pública. “A divisão do país aparece também na aprovação do governo. Hoje, 49% desaprovam o governo Lula, enquanto 45% aprovam o trabalho feito por ele. Esse patamar de divisão está fixo desde out/25”, afirmou.

Oscilações por região e perfil do eleitor

A pesquisa aponta estabilidade na aprovação entre eleitores que se identificam como lulistas: 96% desse grupo aprovam o governo e 3% desaprovam. Entre eleitores de esquerda que não se consideram lulistas, 82% aprovam e 15% desaprovam. Nesse segmento, houve uma queda de quatro pontos percentuais em relação a janeiro, quando a aprovação era de 86%.

Entre os entrevistados da região Nordeste, a taxa de aprovação caiu de 67% em janeiro para 61% em fevereiro. Já entre eleitores com ensino superior, a desaprovação subiu de 54% para 62% no mesmo período.

O levantamento também apresenta recortes por gênero, idade, renda familiar, escolaridade, religião, posicionamento político e voto no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, detalhando diferenças na avaliação do governo entre os diversos segmentos.

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Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Avaliação geral do governo e cenário histórico

Além da aprovação e desaprovação, a pesquisa perguntou como os entrevistados avaliam a gestão federal de forma geral. Segundo os dados, 39% classificam o governo Lula como negativo, 33% consideram a administração positiva e 26% avaliam como regular. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Em comparação com a rodada anterior, divulgada em janeiro, os índices oscilaram dentro da margem de erro. Em dezembro de 2025, 34% avaliavam o governo como positivo, 38% como negativo e 25% como regular.

O histórico do levantamento mostra que, entre janeiro e setembro de 2025, a desaprovação era mais alta. Em maio daquele ano, 57% dos entrevistados desaprovavam o governo, enquanto 40% aprovavam. Já em dezembro de 2024, o cenário era diferente: 52% aprovavam a gestão, contra 47% de desaprovação.

Permanência de Lula e percepção da economia

A Quaest também questionou os eleitores sobre a possibilidade de Lula permanecer na Presidência por mais quatro anos. Para 57% dos entrevistados, o presidente não deveria continuar no cargo após o atual mandato. Outros 39% afirmaram que ele merece seguir à frente do país, enquanto 4% não souberam ou não responderam. Os percentuais são semelhantes aos registrados em janeiro e dezembro.

Outro ponto abordado foi a percepção sobre a economia nos últimos 12 meses. Segundo a pesquisa, 43% avaliam que a situação econômica piorou, 24% acreditam que melhorou e 30% afirmam que permaneceu igual. Outros 3% não responderam.

Quando questionados sobre as expectativas para os próximos 12 meses, 43% disseram que a economia deve melhorar, 29% afirmaram que deve piorar e 24% acreditam que ficará como está. Já 4% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00249/2026.

 

 

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