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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Cobrança

Vereadores de Goiânia cobram Paço por veto às emendas impositivas

Algumas justificativas da Prefeitura de Goiânia não foram bem digeridas pelos parlamentares

Thiago Borgespor Thiago Borges em 25 de fevereiro de 2026
Vereadores cobram Paço por veto às emendas impositivas
“Quando a prefeitura veta uma emenda falando que ela tem uma demanda excessiva no mercado, isso não condiz com a realidade”, disse Policarpo | Foto: Clara Cardoso/O HOJE

Além das manifestações de apoio e de retaliação à gestão Mabel na primeira sessão do Legislativo da capital goianiense, os vetos do Executivo municipal a parte das emendas impositivas dos vereadores também foram assunto no plenário da Câmara Municipal de Goiânia nesta quarta-feira (25). 

Bessa justificou que o veto segue determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). Dino determinou em outubro de 2025 medidas para garantir transparência e rastreabilidade em emendas parlamentares no âmbito nacional, estadual e municipal. O jornal O Popular revelou que 370 das 975 emendas, que totalizam R$ 94,7 milhões, foram barradas pelo Paço.

Porém, algumas justificativas não foram bem digeridas pelos parlamentares. Policarpo criticou “alguns vetos equivocados” do Paço. “Quando a prefeitura veta uma emenda falando que ela tem uma demanda excessiva no mercado, isso não condiz com a realidade. A emenda é impositiva e são os vereadores que têm que decidir se elas serão executadas ou não”, afirmou o presidente da Casa. 

Ao todo, 18 destinações foram rejeitadas pelo Executivo sob a justificativa de excesso de oferta ou falta de demanda de objetos das emendas. “É óbvio que se tem uma demanda excessiva no mercado, essa emenda não é cumprida e o vereador obviamente se responsabiliza pelo não cumprimento dela e obviamente o dinheiro é devolvido aos cofres públicos. Mas não cabe à prefeitura vetar emendas por questões quantitativas de serviço ou não, não é a prefeitura que define isso”, concluiu Romário. 

Leia mais: Retorno da Câmara de Vereadores é marcado por críticas a Mabel e pedido de impeachment

Justificativas em xeque

Aava também questionou o teor das justificativas técnicas para os vetos do Paço a emendas impositivas, ao citar recursos destinados à Universidade Federal de Goiás (UFG) e a instituições que prestam serviços públicos. 

“Eu acredito que a gente precisa de fiscalização rígida em relação às emendas impositivas, mas eu mandei emendas para a UFG que foram vetadas. Qual é a justificativa técnica para vetar emendas para a maior universidade do Centro-Oeste? Eu mandei emenda para a Casa de Euripedes, que presta serviço para o poder público há mais de 30 anos. Essa justificativa de que foram problemas técnicos me parece um pouco frágil diante das emendas que vetaram, pelo menos em relação a mim, que são em sua maioria para instituições públicas”, disse a vereadora. 

Bessa afirmou que uma reunião nesta quinta-feira (26) entre vereadores e técnicos da prefeitura acontecerá para resolver os impasses em relação ao veto de parte das emendas. “Nós falaremos com todos os vereadores, com a secretária de Governo e com a secretária que cuida das emendas também para a gente poder ajustar e resolver isso”, frisou o líder do prefeito. 

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