terça-feira, 24 de março de 2026
DISTRITO FEDERAL

Celina Leão assume o GDF em meio à saída de secretários e prepara nova equipe

Mudança no comando coincide com prazo eleitoral e provoca reformulação no primeiro escalão

Thais Munizpor Thais Muniz em 24 de março de 2026
Celina Leão
Celina Leão é a atual vice-governadora do Distrito Federal. (Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília)

A vice-governadora Celina Leão (PP) vai assumir o comando do Governo do Distrito Federal (GDF) nos próximos dias em um cenário de mudanças simultâneas na estrutura administrativa. A transição ocorre com a saída do governador Ibaneis Rocha (MDB), que deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado, e com o afastamento de ao menos 12 secretários que devem concorrer nas eleições de 2026.

As exonerações fazem parte do processo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. O prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai até 4 de abril, data limite para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções caso pretendam disputar o pleito marcado para outubro.

Entre os nomes que deixam o governo está o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha (Republicanos), cotado para compor como vice-governador em uma chapa liderada por Celina Leão. Também devem sair José Humberto Pires (MDB), da Secretaria de Governo, e Hélvia Paranaguá, da Educação, ambos com intenção de disputar vaga na Câmara dos Deputados.

Outros integrantes do primeiro escalão também se movimentam para as eleições. Sandro Avelar (PSDB), da Segurança Pública, e Gilvan Máximo (Republicanos), do Consumidor, devem concorrer a deputado federal. Já Marcela Passamani (MDB), da Justiça e Cidadania, e Ana Paula Marra (Podemos), do Desenvolvimento Social, são cotadas para a Câmara Legislativa do DF.

Ainda integram a lista Agaciel Maia (PL), das Relações Institucionais; Cristiano Araújo, do Turismo; Claudio Abrantes (PSD), da Cultura; André Kubitschek (PSD), da Juventude; e Rodrigo Delmasso (Republicanos), da Família, todos avaliando candidaturas ao Legislativo.

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Prazo eleitoral acelera mudanças

O calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral determina que secretários devem deixar os cargos seis meses antes da eleição. Caso contrário, podem ser considerados inelegíveis.

Com isso, a gestão que passa a ser comandada por Celina Leão precisa promover substituições em curto prazo. As saídas devem ocorrer de forma concentrada até o início de abril, impactando diretamente o funcionamento de áreas estratégicas do governo.

A necessidade de recomposição da equipe envolve pastas como Casa Civil, Educação, Governo, Cultura, Turismo e Desenvolvimento Social, entre outras.

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